Ainda que o ano de 2025 tenha sido marcado por fases de seca, a Hidrovia do Madeira não parou. Ela foi importante para que o abastecimento de produtos no Norte continuasse firme e para que os postos de trabalho fossem preservados.
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, durante os doze meses, a estrutura conseguiu comportar combustíveis, comida e grãos, o que manteve girando a engrenagem que move o comércio, o setor de serviços e a agricultura.
Segundo a pasta, números da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) mostram que, de janeiro a dezembro de 2025, 12,1 milhões de toneladas de mercadorias circularam pela via. Isso representa um crescimento de 20,4% em relação ao que foi registrado em 2024.
O caminho que liga Porto Velho à Foz do Rio Madeira, conectando Amazonas aos terminais do Arco Norte, deu suporte logístico o ano inteiro, servindo tanto quem vende para dentro do Brasil quanto quem exporta.
Economia da região e integração
A Hidrovia também é o canal principal para que combustíveis e itens básicos cheguem às comunidades que vivem à beira dos rios. Isso ajuda a baratear o frete, torna a região mais competitiva e traz mais equilíbrio para a economia local.
A soja liderou o ranking de 2025, com 7 milhões de toneladas. O milho veio logo atrás, com 3 milhões, e o petróleo fechou o pódio com 1 milhão de toneladas.
Vigilância técnica
Para evitar a paralisação das embarcações durante a descida do nível das águas, foram realizados monitoramento contínuo e intervenções técnicas pontuais ao longo do trajeto.
O trabalho é resultado de parceria entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a Antaq e o Dnit, responsáveis pela regulação, manutenção e melhorias da navegação.
O balanço de 2025 aponta a Hidrovia do Madeira como estratégico para o crescimento regional.
Desempenho aquaviário
Em 2025, a movimentação de cargas nos portos do Brasil atingiu um novo patamar, com 1,4 bilhão de toneladas registradas ao longo do ano, segundo o relatório Desempenho Aquaviário divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).
No comparativo com 2024, quando o total chegou a 1,32 bilhão de toneladas, o volume de cargas sobe cerca de 6,1% em 2025.
O minério de ferro continuou liderando o ranking por peso bruto entre as mercadorias exportadas, com 425,8 milhões de toneladas movimentadas, das quais 406,2 milhões seguiram em operações de longo curso.
- Soja: 139,7 milhões de toneladas, com alta de 14% em relação a 2024
- Gás de petróleo: 5,8 milhões de toneladas, crescimento de 10,4%
- Adubos e fertilizantes: 49,3 milhões de toneladas, aumento de 10% frente ao ano anterior
Portos públicos brasileiros
Em 2025, o setor conseguiu movimentar 497 milhões de toneladas, um avanço de 4,5% se olharmos para o que foi feito em 2024. Desse grupo, o Porto de Santos (SP) bateu recorde de 142,8 milhões de toneladas, uma alta de aproximadamente 3% na comparação com o ciclo anterior.
Já o Porto de Santarém (PA), teve uma elevação de 13,2%, cerca de 18,5 milhões de toneladas, garantindo o título de maior ritmo de crescimento entre os 20 principais portos do país.
Contêineres e rotas de navegação
A movimentação de cargas em contêineres também teve um desempenho e tanto em 2025, somando 164,6 milhões de toneladas. O crescimento foi de 7,2% em relação a 2024. Ao converter esse volume para a medida padrão TEU (que equivale a um contêiner de 20 pés), chegamos a 15,3 milhões de unidades.
Desse total, as operações de longo curso foram responsáveis por 10,4 milhões, enquanto o transporte via cabotagem somou 4,8 milhões de TEUs.
Olhando para os caminhos que a carga percorre, o transporte de longo curso movimentou a maior fatia, com 1,01 bilhão de toneladas e uma subida de 6% sobre o ano anterior.
A cabotagem atingiu 303,7 milhões de toneladas, crescendo 3,4%. A navegação por rios e canais internos teve destaque chegando a 91,3 milhões de toneladas e avançando 19,7% na comparação com 2024.
Terminais de uso privado (TUPs)
Nos terminais autorizados, a movimentação chegou a 906,1 milhões de toneladas em 2025. Um crescimento de 7% na comparação com 2024.
Os destaques são:
- Porto Sudeste do Brasil S/A (RJ): uma das maiores altas proporcionais do segmento, com 30,6 milhões de toneladas movimentadas, crescimento de 23,8%.
- Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA): permaneceu como o TUP com maior volume total do país, com cerca de 172,4 milhões de toneladas, mesmo com retração de 2% em relação a 2024.
Portos brasileiros
Em dezembro de 2025, os portos brasileiros movimentaram 119 milhões de toneladas, 14,2% superior ao apurado no mesmo mês de 2024.
Segundo as estimativas da ANTAQ, a expectativa é que o setor alcance 1,44 bilhão de toneladas em 2026 e avance para 1,59 bilhão de toneladas até 2030.

