A curva de juros representa um gráfico que analisa o retorno das taxas públicas e privadas, em curto, médio e longo prazo.
Dessa forma, ela traz as principais previsões de como a economia deve funcionar no futuro — um indicador poderoso não apenas para os investidores, mas para entender condições de emprego e até mesmo se os consumidores vão ter alívio ou aperto na compra de produtos e serviços.
Segundo o InfoMoney, nesse gráficos são considerados títulos com riscos semelhantes, mas com vencimentos diferentes.
No Brasil, a curva de juros tem como referência a Selic, taxa básica de juros da economia, que busca controlar a inflação e impacta diretamente na condição econômica do país. Por sua vez, a Selic toma como base os juros dos Estados Unidos, que influencia o mercado de diversos outros países.
Interpretações da curva de juros
Como a curva de juros é um gráfico, a interpretação do seu formato vai explicar como os investidores devem agir e como será o cenário econômico no futuro. Vale lembrar que diversos fatores podem mudar esse gráfico, por exemplo a inflação, guerras, cenários globais de incerteza e eleições.
Confira alguns tipos dessa interpretação, ainda segundo o InfoMoney:
- Inclinação ascendente: taxas mais baixas no curto prazo e mais altas no longo prazo, cenário normal. Economia em crescimento, o que gera mais empregos, maior demanda por crédito e investimento;
- Fortemente inclinada: taxas de longo prazo com considerável diferença entre as de curto prazo, indicando incerteza nas expectativas futuras
- Plana: sem grandes diferenças no cenário de juros atual com o futuro. Período de estabilidade econômica, o que mostra baixos riscos com altos retornos para investimentos de curto prazo;
- Invertida: juros de longo prazo com retornos mais baixos indicam possível recessão da economia ou fortes incertezas e riscos sobre o futuro econômico. Esse cenário traz preocupações acerca dos empregos e preços aos consumidores no longo prazo.
O que é Selic, taxa que dita o ritmo da economia brasileira?
Em todo financiamento, investimento ou prestação no cartão de crédito existe um número que move toda a economia brasileira: a Taxa Selic.
Ela é um marcador definido pelo pelo Banco Central (BC) e é conhecida como a taxa básica de juros do país, seu funcionamento é como um termômetro da atividade econômica, influenciando desde o preço do dinheiro até as decisões de consumo das famílias e de investimento das empresas.
A taxa é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne em Brasília, a cada 45 dias, para definir a chamada Selic meta, ou seja, o valor de referência que o Banco Central deseja ver refletido nas operações do mercado.
Quais são os efeitos da Selic?
A Selic não é apenas um dado técnico para economistas e isso quer dizer que suas variações chegam rapidamente ao bolso dos brasileiros.
Quando está alta, bancos e financeiras aumentam os juros cobrados em empréstimos, cartões de crédito e financiamentos. Comprar um carro ou uma casa, por exemplo, fica mais caro.
Por outro lado, os investimentos de renda fixa, como Tesouro Direto e CDBs, costumam render mais, já que a remuneração acompanha os juros básicos. Em períodos de Selic baixa, o cenário se inverte.

