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Justiça

Dias Toffoli nega envolvimento no vazamento de conversas do STF

As acusações de que o ministro teria divulgado trechos da reunião da Corte surgiram após a divulgação de gravações com detalhes do encontro

Dias Toffoli nega envolvimento no vazamento de conversas do STF

Em meio à crise envolvendo a relatoria do caso Banco Master, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, negou que tenha sido o responsável pelo vazamento das conversas da reunião privada da Corte, momento em que os magistrados se reuniram para deliberar sobre a condução do processo. A declaração foi dada por meio de nota do seu gabinete.

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As acusações de que o ministro teria divulgado trechos da reunião entre os 10 magistrados da Corte surgiram após a divulgação de gravações com detalhes do encontro. O conteúdo foi repassado ao jornal Poder360, que revelou um longo relato das reuniões realizadas na última quinta-feira (12), com detalhes específicos das conversas dos ministros.

Diante da situação, os ministros manifestaram desaprovação à possibilidade de uma reunião tão delicada ter sido exposta sem o consentimento deles, incomodados, chegaram a confrontar diretamente o ministro Dias Toffoli, segundo informações da Folha de São Paulo. Um dos magistrados considerou que algumas falas foram inventadas. “É uma traição, muitas frases são literais. Mas algumas são invenções a favor do próprio vazador”

“São frases literais, numa sequência muito semelhante ao que aconteceu nas reuniões. Para quem estava lá, a sensação é de que alguém dentro da sala gravou tudo aquilo”, afirmou um outro ministro da Corte.

Sobre a polêmica, Toffoli negou que tenha qualquer envolvimento na gravação ou mesmo disseminação do material. De acordo com informações publicadas, ele garantiu nunca ter gravado conversações entre ministros e descreveu como falsa a suposição de que teria sido o autor do vazamento. O conteúdo das discussões revelou desacordos no tribunal e causou mal-estar entre os membros da Corte, que começaram a considerar a hipótese de gravação não autorizada da sessão.

Nome citado em provas

A reunião foi convocada após o nome do ministro Dias Toffoli ter sido citado em materiais do celular de Daniel Vorcaro, coletados pela Polícia Federal. Conforme noticiado pelo O Brasilianista, ao receber a informação de uma suposta ligação do relator com o caso, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou a abertura de um procedimento interno, o que resultou na convocação de uma reunião sigilosa.

Um dos pontos a serem analisados é que a exposição pública das conversas intensificou o desgaste do próprio ministro, que já vinha de vários outros problemas relacionados ao caso. O resultado foi o reavivamento maior a cobertura jornalística e aumento do julgamento da opinião pública, o que introduziu novas tensões institucionais, em um período em que seu afastamento da relatoria poderia ajudar a diminuir a relevância do assunto.

Risco institucional

Ao contrário disso, a situação teve contornos ainda maiores, colocando a Corte Suprema em risco institucional. A discussão jurídica sobre a relatoria passou a afetar a confiança interna no Supremo, impactando o relacionamento entre ministros, que esperavam uma redução gradual da associação do ministro com o caso do Banco Master.

Conforme apurado pelo O Brasilianista, fontes consultadas pela imprensa consideram que possivelmente Toffoli não tenha vontade de promover uma divulgação que expôs a situação dele ainda mais e intensificou as tensões relacionadas a sua relatoria. Apesar disso, ainda não há confirmação oficial sobre a fonte do vazamento nem anúncio de investigação formal para identificar o culpado.

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