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Política

Morre aos 83 anos Renato Rabelo, ex-dirigente histórico do PCdoB, em São Paulo

O falecimento foi comunicado pelo partido político no qual exerceu papel de destaque ao longo de sua trajetória

Morre aos 83 anos Renato Rabelo, ex-dirigente histórico do PCdoB, em São Paulo

Renato Rabelo, dirigente histórico do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), morreu na tarde deste domingo (15), vítima de um câncer no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O comunicado do falecimento foi dado pelo partido, que classificou o homem como figura central na construção da organização e na sua inserção em arenas nacionais e internacionais. O velório está sendo realizado no Palácio do Trabalhador, em São Paulo.

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Após a confirmação do falecimento de Renato Rabelo, houve homenagem de importantes figuras do campo progressista brasileiro. A principal foi a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ressaltou a contribuição de Rabelo nos tempos de redemocratização e na construção de alianças, além de manifestações de dirigentes partidários que realçam sua dedicação e consistência ao longo de décadas de militância.

Trajetória

O contexto no qual Rabelo consolidou sua atuação política chama atenção principalmente em relação à forma em que ele era visto por outros atores do meio. Enquanto algumas avaliações institucionais destacam seu papel em ampliar a presença do PCdoB em governos e cargos, inclusive participando de coalizões e integrando a legenda a espaços estatais, sua base ideológica continuou vinculada a tradições comunistas de matriz clássica, inspiradas em correntes rígidas do marxismo leninismo.

Historicamente, essa matriz, particularmente a que o partido seguiu em décadas anteriores, refletiu a cartilha de experiências internacionalistas como a albanesa sob Enver Hoxha, marcada por um comunismo de inspiração stalinista-maoísta que se mostrou anacrônico frente às transformações do capitalismo e às dinâmicas políticas brasileiras no pós-1988. Essa ligação doutrinária foi um componente importante do percurso político de Rabelo, mas também um elemento que, para setores mais críticos, comprometeu a capacidade de adaptação estratégica do PCdoB às exigências práticas do jogo político nacional.

Análises consideram que Renato Rabelo foi um dirigente que, embora tenha sido dotado de dignidade pessoal e capacidade de organização partidária, representou também uma matriz política e ideológica que, num balanço histórico, se revela antiquada diante das exigências estratégicas da política brasileira contemporânea.

Chegada ao partido político

A sua trajetória militante iniciou-se, como a de muitos quadros políticos de sua geração, no movimento estudantil e foi atravessada pela repressão da ditadura militar. Ele teve participação ainda na Ação Popular e depois integrou o Comitê Central do PCdoB, onde consolidou sua trajetória política e ideológica. Em 2001, ele chegou à presidência nacional do PCdoB, cargo que ocupou até 2015, esteve à frente da organização em momentos de adaptação ao sistema democrático e de busca por relevância eleitoral e parlamentar. Ele esteve à frente também da Fundação Maurício Grabois e foi presidente de honra da entidade até sua morte.

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