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Economia

Estrangeiros devem deixar no Brasil cerca de US$ 185 milhões, durante o Carnaval de 2026

Dados mostram uma alta de turistas e o consumo recorde do comércio e serviços em todo o país

Estrangeiros devem deixar no Brasil cerca de US$ 185 milhões, durante o Carnaval de 2026

O Carnaval de 2026 deve impulsionar a economia brasileira. De acordo com projeções da Inteligência de Dados da Embratur, a expectativa é que os visitantes estrangeiros deixem cerca de US$ 185,7 milhões no país durante os dias de festa. O valor representa um salto de 9,6% na comparação com o ano anterior.

Essa “animação financeira” acompanha o interesse crescente internacional. A reserva de passagens aéreas internacionais para o período da folia subiu 21% em relação a 2025.

Marcelo Freixo, presidente da Embratur, diz que esses números mostram como o setor é decisivo para movimentar o comércio local e abrir frentes de trabalho em diversas regiões.

Freixo pontua que após um 2025 considerado marcante (com 9 milhões de turistas), o início de 2026 ainda mostra que o turismo segue como uma das engrenagens mais fortes da economia e da reputação do Brasil no exterior.

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Folia entre os países

Neste Carnaval, a Argentina continua no topo da lista, segundo a newsletter Dadosfera, da Embratur. São 32.038 bilhetes emitidos pelos vizinhos, uma alta de 30,5%.

Os Estados Unidos vêm logo depois, com 7.437 passagens (alta de 17%). Mas a surpresa maior vem do Paraguai, que registrou o aumento de 129% na procura, seguido pelo Chile, com crescimento de 69,4%.

As metas otimistas para este Carnaval surgem logo após o Brasil bater recordes em 2025. No ano passado, a entrada de divisas estrangeiras atingiu US$ 7,865 bilhões, superando em 7,1% o total de US$ 7,341 bilhões registrado em 2024.

Relatórios do Banco Central confirmam que o faturamento subiu junto com a quantidade de pessoas chegando aos aeroportos e às fronteiras. Ao todo, 9,3 milhões de turistas internacionais desembarcaram no Brasil em 2025, um volume 37,1% maior que o do ano retrasado.

O cenário para o comércio brasileiro

Segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), publicado pelo O Brasilianista, aproximadamente 41 milhões de brasileiros pretendem gastar um valor consideravelmente alto em produtos ou serviços ligados à folia, com um ticket médio que ultrapassa a marca de R$ 1.000,00 por consumidor.

95% dos foliões planejam adquirir itens específicos para o período, enquanto 88% pretendem contratar algum tipo de serviço. O varejo físico e o digital dividem o protagonismo, com destaque para:

  • Supermercados, lojas de bairro, e-commerce e aplicativos de entrega;
  • Bebidas (alcoólicas e não alcoólicas), alimentação fora de casa, itens para churrasco e adereços
  • Bares, restaurantes, transporte por aplicativo, serviços de beleza, passagens e hospedagem.

Riscos para gastos altos

Apesar da disposição para o gasto, o comportamento do consumidor revela um cenário de cautela para os riscos de endividamento. Focando no Brasil, cerca de um terço dos consumidores planeja parcelar as despesas no crédito.

O Pix e o Débito são as formas de pagamento preferenciais, impulsionadas também pelo medo de fraudes com cartões físicos ou dinheiro em espécie.

Outro dado sensível preocupa economistas: 32% dos brasileiros que pretendem gastar no Carnaval já possuem contas em atraso ou restrições de crédito. Além disso, quase metade dos entrevistados admite que deve extrapolar o orçamento inicial com alimentação e eventos.

Em São Paulo, o Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET) estima que o gasto médio individual do visitante seja ainda maior, superando R$ 1,5 mil. Esse montante alimenta uma cadeia extensa que vai além dos grandes centros, atingindo 140 municípios e injetando, no total, cerca de R$ 7,3 bilhões na economia do estado.

O setor de serviços, principalmente do transporte e alimentação, é o maior beneficiário da circulação de quase 5 milhões de pessoas pelos destinos paulistas.

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