O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) tem sido o responsável por ressarcir os clientes do Grupo Master, que foram afetados pela liquidação decretada no ano passado pelo Banco Central. Por enquanto, o sistema realizou o pagamento de R$ 32,5 bilhões a 580 mil credores da instituição financeira.
Apesar da sua atuação intensa no ressarcimento de clientes, o funcionamento do FGC ainda é pouco conhecido pelo público. O fundo é uma empresa privada, criada em 1995, com o objetivo de garantir a devolução de valores aplicados em instituições financeiras em caso de falência ou liquidação.
Proteção aos clientes e investidores
A sua atuação envolve uma série de medidas para garantir a proteção dos investidores. Entre as suas atribuições está a administração do mecanismo de proteção do sistema financeiro que prevê o pagamento de garantias, caso o Banco Central decrete a liquidação de uma instituição financeira associada, com o objetivo de que os clientes e investidores tenham acesso ao seu dinheiro aplicado na instituição.
Além disso, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) realiza operações de suporte de liquidez em situações pontuais, como restrições temporárias de liquidez ou para apoio em reestruturações patrimoniais. Nesses casos, entram nessa situação bancos que irão sair do mercado de forma estruturada e planejada.
Teto do fundo garantidor
Segundo explicação do Banco Central, a ação do Fundo Garantidor de Créditos estabelece garantia de até R$250.000,00, por instituição, ou por conglomerado, que se limitam a R$1 milhão a cada quatro anos no conjunto das instituições financeiras onde o cliente mantém seus recursos. Já para cada cliente ou empresa, o valor máximo do ressarcimento é limitado em R$250.000,00.
O valor cobre os seguintes instrumentos financeiros garantidos:
- depósitos à vista, a prazo ou sacáveis mediante aviso prévio;
- depósitos de poupança;
- letras de câmbio, letras hipotecárias;
- letras de crédito imobiliário;
- letras de crédito do agronegócio; e
- operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos após 8 de março de 2012 por empresa ligada à instituição financeira.
Banco Master
Conforme noticiado pelo O Brasilianista, o diretor de Regulação, Organização do Sistema Financeiro e Resolução do FGC, Gilneu Vivan, afirmou que, no caso do Master, a instituição possui cerca de 1 milhão de correntistas. Já no caso da Will, o número chega a quase 7 milhões de clientes.
O Banco Master foi liquidado em novembro de 2025 pela ausência de recursos para cumprir compromissos financeiros e pelo descumprimento de normas bancárias determinadas pelo Banco Central, além do possível envolvimento do ex-dono Daniel Vorcaro em fraudes financeiras. A estimativa é que o fundo já tenha pago 87% do total a ser ressarcido aos credores do banco.
O Will Bank teve a sua liquidação determinada em janeiro deste ano, enquanto operava em Regime Especial. Um dos motivos apresentados para a liquidação foi o descumprimento da grade de pagamentos do cronograma de pagamentos Mastercard. Na última semana, o FGC anunciou que irá destinar cerca de 6 milhões para pagamentos antecipados aos clientes da instituição financeira, com preferência para titulares de baixa renda.

