A primeira reunião do Conselho da Paz aconteceu nesta quinta-feira (19), sob a condução do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsável pela criação do grupo internacional. O momento reuniu mais de 20 países, conforme informações divulgadas pela Casa Branca.
Em seu discurso, o presidente falou com orgulho da paz conquistada no Oriente Médio, que ele acredita que foi alcançada apenas pelas mediações do país norte-americano. Ao falar sobre o acordo mediado pelos EUA entre Israel e o Hamas, ele citou o ataque feito às instalações nucleares do país em junho do ano passado, segundo informações do G1.
“Boas conversas estão sendo mantidas, temos que fazer um acordo significativo. Descobrirei o que fazer em cerca de 10 dias. Eles não podem ter uma arma nuclear. Agora é a hora do Irã se juntar a nós em um caminho para paz. O Irã precisa fazer um acordo ou coisas ruins acontecerão”.
Ações em Gaza
Apesar disso, segundo a BBC News, a carta constitutiva do Conselho da Paz não faz qualquer menção à Faixa de Gaza ou aos territórios palestinos. A ausência dessas referências tem gerado questionamentos entre analistas internacionais, que veem o silêncio como um possível indicativo de que o órgão possa atuar à margem das estruturas já consolidadas da Organização das Nações Unidas (ONU).
Durante a reunião, o presidente permanente do grupo divulgou que tem articulado com aliados que contribuirão com mais de US$ 7 bilhões para os esforços ações em Gaza. Ele destacou que, em comparação, a ONU está mobilizando cerca de US$ 2 bilhões para apoiar a região, o que reflete um contraste significativo entre o volume de recursos.
“Tenho o prazer de anunciar que o Cazaquistão, o Azerbaijão, os Emirados Árabes Unidos, Marrocos, Bahrein, Catar, Arábia Saudita, Uzbequistão e Kuwait contribuíram com mais de US$ 7 bilhões para o pacote de ajuda”, comentou.
Conselho da Paz
O presidente Donald Trump lançou oficialmente o Conselho de Paz em janeiro deste ano, com o objetivo de tratar conflitos internacionais principalmente na Faixa de Gaza. Segundo informações do O Brasilianista, mais de 60 países foram convidados para integrar o grupo.
“O Conselho da Paz provará ser o órgão internacional mais importante da história, e é uma honra para mim servir como seu presidente”, disse Trump recentemente.
Apesar de a iniciativa ser vista, à primeira vista, como uma medida positiva, parte da comunidade internacional demonstra preocupação com seus possíveis desdobramentos institucionais. A avaliação é de que a criação do grupo pode enfraquecer o papel da Organização das Nações Unidas. Uma das suas principais ações previstas pelo grupo internacional é a construção de 180 arranha-céus ao longo de todo o litoral da Faixa de Gaza para impulsionar o turismo na região.
“A prioridade número um será a segurança, obviamente. Estamos trabalhando em estreita colaboração com os israelenses para encontrar uma maneira de reduzir a tensão, e a próxima fase é trabalhar com o Hamas na desmilitarização”, disse ele.

