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Política

Briefing: Disputas no governo, articulações nos estados e ruído no Carnaval

A indefinição de palanques em Minas Gerais para Lula e Flávio Bolsonaro movimenta a sucessão estadual

Briefing: Disputas no governo, articulações nos estados e ruído no Carnaval

A sucessão no Ministério da Agricultura abriu uma nova frente de disputa dentro do governo. Segundo O Globo (p.4), o presidente Lula enfrenta resistências no agronegócio e pressões de PSD e PT para definir o substituto de Carlos Fávaro, que deve deixar o cargo em abril para disputar o Senado por Mato Grosso. A troca é considerada estratégica, pois o ministério comanda o Plano Safra, a política agrícola e a distribuição de emendas, sendo o principal canal de diálogo do governo com o setor rural.

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Jair Bolsonaro

Já a Folha destaca que, desde que foi transferido para a Papudinha, Jair Bolsonaro recebeu ao menos 27 pedidos de visitas, sendo 17 de pré-candidatos às eleições de 2026. Do total, 12 disputam governos estaduais ou o Senado. O senador Carlos Portinho esteve com o ex-presidente e ressaltou sua liderança no campo da direita.

Palanques

Ainda segundo a Folha, a indefinição de palanques em Minas Gerais para Lula e o senador Flávio Bolsonaro movimenta a sucessão estadual. Partidos da base do governador Romeu Zema, como PL e União Brasil, reavaliam apoio ao vice-governador Mateus Simões (PSD). Dirigentes do PL condicionam alianças locais ao engajamento na candidatura presidencial de Flávio.

No Piauí, O Globo (p.7) informa que lideranças petistas divergem sobre eventual acordo com o senador Ciro Nogueira (PP), que busca apoio de Lula à reeleição. Parte do PT resiste à aproximação devido ao alinhamento de Ciro com Bolsonaro em 2022. No campo governista, já estão postos como pré-candidatos ao Senado Marcelo Castro (MDB) e o deputado Júlio César (PSD).

Carnaval

O Carnaval também repercutiu na política. Conforme O Globo (p.5), bolsonaristas ironizaram o rebaixamento da escola Acadêmicos de Niterói após desfile com enredo em homenagem a Lula. Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro criticaram a apresentação nas redes sociais. Parlamentares aliados do presidente evitaram comentar o episódio.

A Folha revelou que o Palácio do Planalto detectou forte repercussão negativa, especialmente entre evangélicos, ao desfile da escola na Marquês de Sapucaí. Pesquisas internas apontaram impacto negativo para Lula, que tenta ampliar sua aproximação com o eleitorado religioso.

Na mesma linha, a Coluna do Estadão (p.A2) avaliou que o enredo da Acadêmicos de Niterói soou como peça de campanha antecipada, com referências diretas ao presidente e ao PT. A escola terminou em último lugar no Grupo Especial, foi rebaixada e ainda poderá ter de prestar esclarecimentos à Justiça Eleitoral.

Por fim, o Valor informa que o prefeito do Rio e pré-candidato ao governo fluminense, Eduardo Paes (PSD), escolheu a advogada Jane Reis (MDB) como vice. Ela é irmã de Washington Reis, presidente estadual do MDB, que está inelegível por condenação ambiental e tenta reverter a decisão no STF. A aliança reforça o peso político do clã Reis na disputa pelo Palácio Guanabara.