Resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) apontam que a taxa de desocupação anual brasileira caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, a menor taxa anual da série histórica, iniciada em 2012. A queda no número de desempregados atingiu o menor nível em 19 estados do país e no Distrito Federal.
Conforme levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (20), as maiores taxas de desocupação em 2025 foram registradas no Piauí, com 9,3%, Bahia e Pernambuco, ambas com 8,7%, e Amazonas, com resultados que chegaram a 8,4%. Na contramão, os estados com menor taxa de desemprego são Mato Grosso, como 2,2%, Santa Catarina, que possui taxa de 2,3%, e Mato Grosso do Sul, com 3,0%.
Informalidade e rendimento
As pessoas que trabalham de forma informal alcançaram, no último ano, 38,1% da população que está ocupada de alguma forma. As maiores taxas anuais de informalidade ficaram com Maranhão, que chegou em 58,7%, Pará, com 58,5% e Bahia, que possui 52,8%. Já as menores taxas ficaram em Santa Catarina, com 26,3%, Distrito Federal, com apenas 27,3% e São Paulo, com 29,0%.
Os dados da última PNAD Contínua mostram que o valor médio recebido regularmente pelo trabalho em 2025 foi de R$ 3.560. O Distrito Federal é a unidade da federação em que a remuneração média é mais alta, alcançando R$ 6.320. Em seguida aparecem São Paulo, com salário médio de R$ 4.190 e Rio de Janeiro, com R$ 4.177. Os estados com a menor média salarial são o Maranhão, com R$ 2.228, a Bahia, com R$ 2.284, e o Ceará, com R$ 2.394.
Desistência da procura por emprego
Apesar da redução no número de pessoas desempregadas, os dados mostram que a taxa anual de desalento, que representa os trabalhadores que não têm emprego e desistiram de procurar por acreditar que não encontrariam uma vaga, permaneceu em 2,6% no Brasil. A maioria do que estão nessa condição se encontra no Maranhão, com 9,5%, assim como Alagoas e Piauí, que ficaram com resultados próximos.
Confira a lista do índice de desemprego por estado
- Amazonas: 8,4%
- Pará: 6,8%
- Amapá: 7,9%
- Tocantins: 4,7%
- Maranhão: 6,8%
- Ceará: 6,5%
- Rio Grande do Norte: 8,1%
- Paraíba: 6,0%
- Sergipe: 7,9%
- Bahia: 8,7%
- Minas Gerais: 4,6%
- Espírito Santo: 3,3%
- São Paulo: 5,0%
- Paraná: 3,6%
- Santa Catarina: 2,3%
- Rio Grande do Sul: 4,0%
- Mato Grosso do Sul: 3,0%
- Mato Grosso: 2,2%
- Goiás: 4,6%
- Distrito Federal: 7,5%
Em 2025, 59,1% das pessoas estavam trabalhando, sendo a maioria de Mato Grosso, com 66,7%, bem como Santa Catarina, com 66,2%, e Mato Grosso do Sul, em que o índice de pessoas que trabalham é de 64,4%. Os estados do Brasil com a taxa menor de pessoas ocupadas foram Alagoas, com apenas 47,5%, Ceará, com 47,8% e Rio Grande do Norte, que apresenta 47,9%.
Para o cálculo dos resultados, o nível de ocupação é definido como a proporção de pessoas ocupadas dentro da população com 14 anos ou mais de idade.

