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Política

Novo RG diminui fraudes cadastrais, aponta levantamento

Os resultados indicam que o risco de golpes com o novo documento é de apenas 0,08%

Novo RG diminui fraudes cadastrais, aponta levantamento

A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), que substitui o antigo Registro Geral (RG), demonstrou resultados positivos quanto a redução do risco de fraudes de identidade no Brasil. Levantamento aponta que de mais de 2,8 milhões de transações financeiras, realizadas em outubro de 2024, que utilizaram a CIN, apenas 0,2% delas tiveram indícios de golpes.

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Os resultados indicam que o risco de fraude com o novo documento é de apenas 0,08%, índice considerado muito inferior ao registrado com a identificação antiga. Segundo o levantamento da Serasa Experian, a probabilidade de ocorrência de fraudes envolvendo o RG e a CNH chega a aproximadamente 3,8%.

A Carteira de Identidade Nacional foi lançada em 2022 pelo governo federal, com o intuito de adicionar um número de identificação único válido para todo o Brasil, além de criar um QR Code de segurança e outros mecanismos próprios. A principal diferença do documento vai além do modelo físico, permitindo o acesso digital inclua todas as informações em uma única base de dados.

O diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Caio Rocha, explica que a adoção de um único número de registro no país todo dificulta a aplicação de fraudes. “Antes, a pessoa podia emitir um RG por estado, agora, como número do CPF passa a ser utilizado para a emissão da CIN, isso acaba, o que significa que o cidadão continuará com o mesmo número de identificação em qualquer estado, evitando, assim, o risco de documentos falsos”, explica.

Principais riscos

Em relação aos riscos apresentados no atual documento, 38,68% dos casos identificados estão associados a adulterações, o que representa a principal parte das ocorrências registradas. Outros 8,9% dos casos são de sobreposição de foto e 8,44% de uso de documentos de terceiros, que podem estar sendo utilizados por criminosos que os adquiram através de furtos ou roubos.

As fraudes no documento podem acontecer por dois principais caminhos, como a adulteração de documentos válidos, com a sobreposição de fotos, com o uso de Inteligência Artificial, ou manualmente, pela criação de documentos falsificados, com dados que vão do número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ao nome dos pais, mas com a foto do criminoso.

“Com a adulteração do documento, acontece o que chamamos de ‘furto’ ou ‘roubo de identidade’, situação em que o golpista consegue utilizar a tecnologia para “assumir” a identidade da vítima, se passando por ela, para, por exemplo, obter crédito em seu nome. Esse tipo de crime pode acarretar a negativação indevida e problemas legais para a vítima sem que ela tenha consciência do uso de seus dados. Os fraudadores são bem criativos e acompanham as inovações tecnológicas. Não se trata de novos tipos de fraudes, eles apenas as adaptam e evoluem com variação de uso de dado e novas tecnologias”, explica Caio Rocha.

Adesão da população

A emissão do novo documento obrigatório para todos os cidadãos pode ser feita nos Institutos de Identificação dos Estados e do Distrito Federal, com agendamento prévio. Para isso, é necessário que as pessoas levem as suas certidões de nascimento ou de casamento para a emissão da CIN. Além disso, é necessário que a pessoa possua todos os dados corretos na Receita Federal do Brasil, como sobrenome, data de nascimento e nome dos pais.

Segundo informações do Governo Digital, até o início de fevereiro, foram registrados 45 milhões de emissões da Carteira de Identidade Nacional. Com o novo documento, os usuários também passam a ter acesso a mais serviços do Gov.br a partir da conta ouro, que conta com a assinatura digital de documentos.

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