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Geopolítica

Entenda o embate entre o unilateralismo e o multilateralismo

O Brasil é um dos países reconhecidos internacionalmente por suas políticas multilaterais ao longo de sua história

Entenda o embate entre o unilateralismo e o multilateralismo

Nos últimos anos, tensões comerciais envolvendo os Estados Unidos e outros países, as disputas tarifárias entre a China e a União Europeia, assim como as dificuldade nas negociações de conflitos como a guerra na Ucrânia passaram a impactar diretamente o cenário mundial. O aumento dos confrontos internacionais eleva a atenção sobre o embate entre o unilateralismo e o multilateralismo.

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Segundo artigo produzido pelo BRICS, o multilateralismo é o termo utilizado para ações que envolvem a cooperação entre múltiplos países na tomada de decisões, com o objetivo de buscar soluções que sejam eficientes para toda a população mundial, isto se aplica tanto no âmbito comercial quanto em áreas como meio ambiente ou segurança internacional.

Multilateralismo

Apesar do cenário atual ser considerado crítico para o multilateralismo, grupos ainda juntam forças para a tomada de ações. Um exemplo dessa cooperação é a Organização das Nações Unidas (ONU), organização internacional formada por países que trabalham pela paz mundial a partir de deliberações para a negociação de conflitos.

O Brasil é um dos países reconhecidos internacionalmente por suas políticas multilaterais ao longo de sua história. Estudo da Associação Brasileira de Relações Internacionais aponta que a nação tem engajado de forma prática em cooperações desde o final do século XIX, o que tem influenciado em um protagonismo internacional cada vez maior.

Unilateralismo

Na contramão do multilateralismo, o unilateralismo é o termo usado para caracterizar países que agem de forma individual, como quando tomam decisões internacionais sem deliberar com outras nações. O modelo é visto por especialistas internacionais como preocupante, já que pode afetar toda a comunidade internacional sem que haja consenso ou cooperação, assim como acende alerta para riscos de conflitos armados.

Segundo as Relações Exteriores, os Estados Unidos é um das principais nações que têm reforçado a sua imagem sobre o unilateralismo. O país é reconhecido por suas decisões que costumam pressionar nações a alinharem às suas próprias prioridades.

O que é e quem faz parte dos BRICS?

Para se referir aos países que, no início do século, demonstravam elevado potencial de crescimento econômico, o economista britânico Jim O’Neill, criou o termo BRIC, que incluía quatro países: Brasil, Rússia, Índia e China. Posteriormente, a sigla ganhou mais uma letra, o S, que representava a entrada da África do Sul (South Africa).

Os países que formam os BRICS ainda não tinham um grupo oficial que possibilitasse uma atuação conjunta até o ano de 2006. O termo servia apenas para identificar quatro nações com características semelhantes de crescimento e potencial econômico, mas que agiam de forma isolada.

Mas em 2006, com a reunião de Chanceleres dos países do BRICS a situação mudou. De lá para cá, os países passaram a trabalhar coletivamente.

O BRICS funciona de forma informal, sem um tratado oficial que o constitua, sem sede fixa ou orçamento próprio para custear suas ações, é principalmente, a vontade política dos países que o compõem. Contudo, ao longo dos anos, mais países foram chegando assim como o bloco foi se estruturando.

Atualmente, outras seis nações fazem parte do grupo: Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia.

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