Os principais jornais do país trazem uma combinação de temas que impactam diretamente o bolso e o cenário político: a perspectiva de alta na conta de luz, o embate no Congresso sobre o fim da jornada 6×1, as incertezas provocadas pela nova ofensiva comercial dos Estados Unidos e os desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master.
Jornada 6×1 vira novo campo de batalha
Empresários e frentes parlamentares articulam uma estratégia para barrar o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho e um de descanso). O plano inclui adiar a votação para depois das eleições, produzir estudos contrários à proposta e sugerir alternativas, como desoneração da folha. A movimentação foi revelada pela Folha de S.Paulo.
Já o Estadão destaca que a proposta expõe um problema estrutural do país: a baixa produtividade. A eventual adoção do modelo 5×2 sem redução salarial pode elevar custos e pressionar empresas por mais eficiência. Ainda segundo a Folha, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, deve indicar nos próximos dias o relator da PEC na CCJ, com análise de admissibilidade prevista até março.
Crescimento regional e risco fiscal
O Valor Econômico informa que Norte, Nordeste e Centro-Oeste devem liderar o crescimento do PIB em 2026, mesmo com desaceleração nacional para 1,6%, segundo a Tendências Consultoria. Na área fiscal, a equipe econômica vê risco de perder R$ 20 bilhões em arrecadação com transações tributárias caso não reverta decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou falta de transparência nesses acordos.
Caso Banco Master e crise no BRB
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, convocou reunião com a Polícia Federal para acompanhar o andamento das investigações sobre o Banco Master. A PF deve apresentar relatório preliminar nas próximas semanas. O Valor também relata que o governo do Distrito Federal estuda alternativas para capitalizar o BRB após os impactos da parceria com o Master, incluindo venda de ativos e criação de fundo imobiliário.
Trump, tarifas e impacto para o Brasil
A nova tarifa global de 15% anunciada por Donald Trump pode beneficiar o Brasil, que teria redução média de 13,6 pontos percentuais nas taxas, segundo análise do Global Trade Alert publicada pela Folha e detalhada pelo Financial Times, citado por O Globo. Apesar disso, o Valor aponta que o cenário é de incerteza jurídica e tensão diplomática, especialmente às vésperas de encontro entre Trump e Lula.
Investidores e Mercosul-UE
O Estadão informa que grandes fundos internacionais ampliaram exposição ao Brasil no fim de 2025, apostando na recuperação do mercado. Já o Valor destaca que a Câmara deve priorizar a votação do acordo Mercosul-União Europeia, em meio às incertezas comerciais com os EUA.
Imposto Seletivo
O governo prepara projeto para definir as alíquotas do Imposto Seletivo, previsto na reforma tributária para 2027. A proposta pode enfrentar resistências no Congresso, mas é considerada essencial para calibrar a nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), segundo o Valor.

