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Economia

CEO afirma que Enel não pretende vender operação em SP; entenda

A empresa enfrenta análise que pode resultar na declaração de caducidade na entrega de energia

CEO afirma que Enel não pretende vender operação em SP; entenda

Em meio a discussões para solucionar os problemas no fornecimento de energia em São Paulo, o CEO da Enel, Flavio Cattaneo, afirmou que a empresa não está interessada em repassar a ‌sua concessão. A empresa enfrenta uma análise que pode resultar na declaração de caducidade na entrega de energia.

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Conforme noticiado pelo O Brasilianista, a Agência Nacional de Energia Elétrica tem formulado um relatório com a análise dos serviços prestados pela Enel em dezembro de 2025, período em que foram registrados apagões por vários dias. Com isso, um dos maiores riscos para a Enel é que o contrato possa ser rompido pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

Apesar da possibilidade de encerrar o contrato de fornecimento, a solução causa preocupações já que não há outra empresa para assumir os serviços no lugar da fornecedora italiana caso seja impedida de atuar no estado.

Ponto de defesa da Enel

Sobre a declaração de caducidade, Cattaneo disse que a ‌companhia “não tem medo”, por acreditar que a empresa está correta do ponto de vista jurídico. Em suas defesa, o grupo Italiano sustenta que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não pode considerar o apagão de dezembro na análise sobre eventual cassação da concessão, que resultou na falta de luz para cerca de 4,4 milhões de pessoas.

Pareceres jurídicos contratados pela empresa apontam que incluir o episódio no processo seria ilegal e inconstitucional, já que ampliaria indevidamente o objeto da apuração, segundo informações do InfoMoney.

Apresentação de estratégia

Durante evento de apresentação estratégica, nesta segunda-feira (23), o representante citou as ações para resolver os apagões no estado. “Nós temos, eu acredito, uma boa discussão para propor a eles uma solução definitiva, uma solução final para evitar esse problema”, disse Flavio Cattaneo.

“Porque, na nossa opinião, não se trata de um problema da Enel. Nesse caso, se eles continuarem com esse tipo de árvores, só uma pessoa será capaz de lidar com isso, e não é um ser humano; é Jesus Cristo, porque não é possível evitar o apagão de outra forma”, afirmou Flavio Cattaneo.

Segundo o executivo, uma das principais dificuldades com a entrega de energia tem sido a rede elétrica aérea na região metropolitana de São Paulo, que é frequentemente afetada pela queda de árvores. O problema é mais comum no período de chuvas, quando as árvores ficam mais suscetíveis a quedas e podem facilmente danificar os cabos, conforme informações do IstoÉ Dinheiro.

“A rede de cabos está dentro das árvores, não próxima, não ao lado. ‌Isso é impossível, se tem uma tempestade, uma situação especial, é impossível de evitar o apagão.”

Na oportunidade, a empresa aproveitou para anunciar um plano de investimentos de 53 bilhões de euros de 2026 a 2028 em energias renováveis, com foco na Europa e também nos Estados Unidos. Além disso, foi divulgado que o destino de e 6,2 bilhões de euros serão direcionados para as operações nos países latino-americanos, incluindo o Brasil, Chile, Colômbia e Argentina.

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