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Economia

O que são as big techs e por que elas concentram tanto poder no mundo digital?

Gigantes da tecnologia influenciam comunicação, economia, dados pessoais e o debate público em escala global

O que são as big techs e por que elas concentram tanto poder no mundo digital?

De acordo com o portal ICL Notícias, a expressão “Big Techs” passou a identificar um pequeno grupo de companhias que dominam serviços digitais usados diariamente por bilhões de pessoas.

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Entre elas estão Google, Meta (controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp), Amazon, Apple e Microsoft.

Essas empresas deixaram de ser apenas fornecedoras de tecnologia e passaram a estruturar a forma como as pessoas se informam, conversam, compram produtos, assistem a vídeos, trabalham e se orientam nas cidades.

O crescimento do uso de celulares intensificou essa presença, tornando os aplicativos e serviços dessas companhias parte constante do cotidiano.

Além do peso econômico, essas corporações acumulam influência social e política, já que controlam a circulação de conteúdos e operam sistemas baseados em algoritmos que determinam o que cada usuário vê na tela.

Como a atuação dessas plataformas afeta o debate público?

A relação entre essas empresas e a democracia passou a ser discutida com mais intensidade após episódios de desinformação em processos eleitorais.

O caso da consultoria Cambridge Analytica, que utilizou dados de usuários do Facebook para direcionar campanhas políticas nos Estados Unidos e no Reino Unido, expôs como informações pessoais podem ser usadas para moldar mensagens políticas específicas para diferentes perfis.

No Brasil, situações semelhantes foram observadas em disputas eleitorais recentes, nas quais conteúdos falsos circularam de forma acelerada nas redes sociais, afetando a reputação de candidatos antes que decisões judiciais conseguissem conter a propagação.

A falta de transparência sobre o funcionamento dos algoritmos e a velocidade com que boatos se espalham nas plataformas alimentam o debate sobre a responsabilidade dessas empresas na moderação do conteúdo publicado.

Por que se fala em regulamentação das redes?

A discussão sobre regras mais rígidas para redes sociais ganhou força a partir da percepção de que a chamada “liberdade irrestrita” pode facilitar a divulgação de mentiras, discursos de ódio e ataques a direitos fundamentais.

Alguns países já adotaram legislações específicas. A União Europeia implementou a Lei de Serviços Digitais (DSA), exigindo que plataformas removam conteúdos ilegais e atuem contra desinformação.

A Alemanha, com a NetzDG, prevê multas quando publicações ilegais não são retiradas rapidamente. No Brasil, propostas como o PL das Fake News tentam definir responsabilidades para as empresas e estabelecer mecanismos de transparência e fiscalização.

O que diferencia as big techs de outras empresas de tecnologia?

Segundo a revista Forbes, o termo não se aplica a qualquer companhia do setor. Ele surgiu para identificar empresas que alcançaram escala global, valor de mercado bilionário e presença massiva na vida das pessoas.

A sigla GAFA, Google, Amazon, Facebook e Apple, foi uma das primeiras formas de agrupar essas gigantes.

Rankings internacionais de marcas mais valiosas reforçam essa posição. Empresas como Amazon, Apple e Google ocupam os primeiros lugares, avaliadas em centenas de bilhões de dólares, muito acima da maioria das companhias de tecnologia tradicionais.

O tamanho desse poder na prática

Como informado pelo portal Politize!, a força dessas corporações não está apenas nos produtos que oferecem, mas na quantidade de dados pessoais que acumulam e na capacidade de influenciar escolhas de consumo, comportamento e opinião.

Mecanismos de busca podem priorizar determinados resultados. Lojas virtuais podem destacar produtos próprios.

Redes sociais podem amplificar conteúdos que geram mais engajamento, mesmo que sejam controversos.

Esse conjunto de fatores cria discussões sobre monopólio, concorrência, privacidade e influência social.

Países da Europa e os Estados Unidos discutem medidas antitruste, proteção de dados e tributação dessas empresas, enquanto no Brasil a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e projetos de lei sobre desinformação fazem parte desse cenário.

Big techs lideram ranking global de valor de marca

Como apurado pelo o portal Valor Econômico, estudo da Brand Finance indica que a soma das 500 marcas mais valiosas do planeta avançou 11% de um ano para o outro, saltando de US$ 9,5 trilhões em 2025 para US$ 10,4 trilhões em 2026.

A Apple permanece na primeira posição, com crescimento de 6% e valor estimado em US$ 607,6 bilhões. Seis das dez marcas mais bem colocadas pertencem a gigantes de tecnologia dos Estados Unidos, reforçando a predominância dessas companhias no cenário econômico global.

O Itaú Unibanco é o único representante brasileiro na lista, após elevar seu valor de marca em 15%, para US$ 9,9 bilhões, movimento que o fez subir 20 posições no ranking.

Nesse contexto, companhias como Nvidia, Microsoft e Google aparecem entre as mais valiosas do mundo também sob a ótica de capitalização bursátil.

A Nvidia, por exemplo, mais que dobrou seu valor de marca, alcançando US$ 184,3 bilhões, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial.

A recém-chegada OpenAI estreou na 178ª posição com US$ 14,1 bilhões, enquanto a Intel registrou leve retração, com queda próxima de 3%.

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