O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no último sábado (21) o plano de impor uma tarifa global de 15% sobre todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos, após a Suprema Corte barrar o seu tarifaço. A legislação dos EUA permite a imposição dessas tarifas por 150 dias, sujeita à aprovação do Congresso.
Esse novo modelo pode prejudicar parceiros históricos da nação norte-americana, como Japão, Reino Unido e União Europeia, mas há países que ganham vantagens com a nova decisão, como é o caso do Brasil. Um possível fim do tarifaço manteria o mercado nas condições atuais.
O Brasilianista mostrou anteriormente que, mesmo com a lei, Trump afirmou à imprensa que, para impor tarifas, não precisa da aprovação do Congresso.
Para o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, por exemplo, essa nova taxa ajudará ainda mais o Brasil a exportar para os EUA, gerar mais emprego e renda no país e conquistar mais mercado. “É justa, porque a tarifa média de entrada dos produtos americanos no Brasil é 2,7%. E os Estados Unidos têm déficit com o mundo inteiro, praticamente”, afirmou, de acordo com a CBN.
O Brasilianista explica quais países levam vantagens e quais ficam em desvantagem com a nova medida de Trump.
Quem pode ficar em desvantagem com as novas tarifas de 15%?
Em comunicado na rede social Truth Social, Trump relatou que a medida tem como objetivo corrigir “décadas de práticas comerciais injustas” que prejudicaram a economia americana, na sua avaliação.
O Reino Unido é o país que mais deve perder com a medida entre os 20 maiores exportadores para os EUA. De acordo com analistas entrevistados pela Bloomberg, divulgado pelo InfoMoney, a região possuía uma tarifa recíproca com os EUA, de 10%, valor competitivamente menor com comparação com outros países.
Agora, com as taxas de 15%, haverá um desbalanceamento nas empresas britânicas, que deverão pagar mais impostos a partir desta terça-feira (24).
Além do Reino Unido, que deve enfrentar um aumento de 2,1 pontos percentuais nas tarifas segundo uma pesquisa do Global Trade Allert, a Itália (+1,7 pp) e Singapura (+1,1 pp) completam o pódio dos maiores aumentos, superando o que pagavam anteriormente.
Quem ganha com as medidas?
A mudança do regime tarifário anterior à regulamentação, com alíquota de 15%, garante que os países que sofriam com sobretaxas elevadas da Lei de Política Econômica de Investimento Indo-Econômica (IEEPA, na sigla em inglês) observam grandes reduções e vantagens.
O Brasil sai na frente com essa decisão, visto que deve sofrer uma redução de 13,6 pp nas exportações. Em seguida, China (-7,1 pp) e Índia (-5,6 pp) são, respectivamente, o segundo e terceiro países mais beneficiados.
A legislação anterior tinha dois países com maior desvantagem tarifária: China e Brasil, respectivamente. Ou seja, essas regiões enfrentavam taxas mais expressivas e em mais setores do que outros países. Vale lembrar que Trump tarifou importações da China em 100% e, no Brasil, 50%.
Com a aproximação dos EUA e Brasil após a negociação para o fim do tarifaço de 50%, além do ajuste que as empresas sofreram com essa medida, o resultado da tarifa de 15% não deve prejudicar totalmente o mercado brasileiro, em especial devido à equivalência com outros parceiros comerciais dos EUA.

