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Geopolítica

China reage a nova tarifa dos EUA após decisão da Suprema Corte e pressiona por mudança

Pequim cobra suspensão das taxas comerciais enquanto Washington prepara nova cobrança global

China reage a nova tarifa dos EUA após decisão da Suprema Corte e pressiona por mudança

A China pediu nesta segunda-feira (23) que os Estados Unidos suspendam tarifas comerciais anunciadas pelo presidente Donald Trump, após decisão da Suprema Corte americana que invalidou parte das medidas adotadas pelo governo.

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O impasse envolve novas taxas globais sobre importações, que devem entrar em vigor nesta semana, e reacende discussões sobre protecionismo e impactos no comércio internacional. As informações são do InfoMoney.

Suprema Corte limita tarifas e provoca reação imediata

Como informado pelo O Brasilianista, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o presidente não poderia aplicar parte das tarifas com base em uma lei de emergência econômica de 1977.

A decisão representou um revés para a política comercial adotada por Donald Trump, que vinha utilizando o mecanismo para impor sobretaxas a parceiros comerciais.

Como divulgado pelo O Brasilianista, após o julgamento, Trump anunciou uma nova tarifa global inicialmente de 10% sobre importações.

No dia seguinte, elevou o percentual para 15%, alegando que a medida teria efeito imediato e estaria dentro dos limites legais permitidos.

De acordo com o Ministério do Comércio da China, o governo chinês iniciou uma avaliação sobre os impactos da decisão e pediu que Washington suspendesse as cobranças.

Paralelamente, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que acompanha possíveis alternativas estudadas pelos EUA para manter tarifas elevadas.

A nova tarifa global deve valer por 150 dias e inclui exceções para alguns produtos, segundo a publicação.

Pequim afirma que guerra comercial não traz vencedores

A reportagem da Jovem Pan destacou que o governo chinês reforçou o pedido para que os Estados Unidos cancelem tarifas consideradas unilaterais.

O Ministério do Comércio chinês declarou que o protecionismo não contribui para o crescimento econômico e defendeu a suspensão das medidas.

A decisão da Suprema Corte considerou ilegais parte das taxas impostas anteriormente, o que levou o governo americano a buscar novos caminhos legais para manter a política tarifária.

Além disso, a reportagem informou que as tarifas de 15% devem começar a valer na terça-feira (24), com duração inicial prevista de 150 dias.

Mesmo com a decisão judicial, representantes comerciais dos EUA afirmaram que acordos firmados com parceiros internacionais continuarão válidos.

Nova tarifa global amplia tensão política

A Exame trouxe detalhes sobre a reação do presidente Donald Trump após o julgamento da Suprema Corte.

Segundo a reportagem, o presidente classificou a decisão como negativa e anunciou a adoção de nova tarifa global com base em outra legislação comercial.

A publicação destacou que a nova cobrança foi definida com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite aplicação temporária de tarifas sem aprovação prévia do Congresso. O percentual foi elevado para 15% e deve vigorar por até 150 dias.

O texto também informou que a China declarou acompanhar de perto eventuais medidas americanas para manter as tarifas além do prazo inicial.

Ao mesmo tempo, autoridades dos EUA afirmaram que investigações comerciais continuam em andamento, podendo resultar em novas taxas no futuro.

A reportagem acrescenta que o Brasil também foi impactado por medidas tarifárias recentes, com parte dos produtos exportados aos EUA ainda sujeitos a sobretaxas.

Decisão judicial representa revés para estratégia de Trump

Segundo o Estadão, a decisão da Suprema Corte invalidou o uso da lei de emergência econômica como base para impor tarifas comerciais.

A medida limitou o alcance das ações adotadas pelo governo americano e obrigou a Casa Branca a buscar alternativas legais.

A publicação relatou que o Ministério do Comércio da China classificou as tarifas como unilaterais e reiterou o pedido para que sejam canceladas.

O governo chinês também informou que realiza análise ampla sobre os efeitos econômicos da decisão judicial.

Após o veredicto, Trump anunciou que substituiria as tarifas anuladas por uma cobrança geral sobre importações, inicialmente fixada em 10% e depois ampliada para 15%.

Cenário internacional acompanha próximos passos

O impasse comercial entre Estados Unidos e China volta a ganhar força em um momento de incerteza nos mercados globais.

Enquanto Pequim pressiona pela retirada das tarifas, Washington busca manter instrumentos de proteção comercial dentro dos limites legais definidos pela Suprema Corte.

Além disso, países afetados pelas taxas acompanham possíveis mudanças nas regras, já que novas decisões podem alterar fluxos de comércio e estratégias econômicas internacionais.

Como divulgado pelo O Brasilianista, com a limitação do uso de tarifas sem aprovação do Congresso, produtos brasileiros tendem a enfrentar menos risco de sobretaxas inesperadas, o que pode melhorar a competitividade no mercado americano.

Além disso, analistas apontam que a mudança pode influenciar o câmbio e o fluxo de investimentos, já que a redução de pressões comerciais costuma impactar expectativas sobre juros nos EUA e fortalecer moedas emergentes.

No entanto, ainda existe cautela, pois o governo americano pode buscar novas bases legais para manter medidas tarifárias, o que mantém parte da insegurança para empresas e negociadores brasileiros.

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