O novo tarifaço global anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevê uma tarifa de 15% sobre todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos. A legislação dos EUA permite a imposição dessas tarifas por 150 dias, sujeita à aprovação do Congresso.
A medida ocorre após a Suprema Corte barrar as tarifas recíprocas baseadas em dispositivos da Lei de Política Econômica de Investimento Indo-Econômica (IEEPA, na sigla em inglês). No entanto, como mostrou O Brasilianista anteriormente, Trump afirmou que, mesmo com a lei, afirmou que, para impor tarifas, não precisa da aprovação do Congresso.
Esse novo modelo pode prejudicar parceiros históricos da nação norte-americana, como Japão, Reino Unido e União Europeia, mas há países que ganham vantagens com a nova decisão, como é o caso do Brasil.
Apenas alguns produtos essenciais não foram taxados, como é o caso de minerais críticos, itens agrícolas e componentes eletrônicos.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que essa nova taxa ajudará ainda mais o Brasil a exportar para os EUA, gerar mais emprego e renda no país e conquistar mais mercado, de acordo com a CBN.
O Brasil sai na frente com essa decisão, visto que deve sofrer uma redução de 13,6 pp nas taxas de exportações. Em seguida, China (-7,1 pp) e Índia (-5,6 pp) são, respectivamente, o segundo e terceiro países mais beneficiados.
Quais foram as mudanças das tarifas dos EUA no Brasil desde 2025?
Donald Trump assumiu o governo dos EUA no início de 2025. Desde então, segundo o g1, essas foram as mudanças tarifárias aplicadas pelo republicano:
- Em abril de 2025, anunciou tarifas recíprocas, que somaram uma taxa de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA;
- Em junho, elevou as taxas sobre aço e alumínio para 50%, com base em outra legislação norte-americana (Seção 232);
- Em julho, alegando outras intervenções e investigações contra o Brasil, aplicou uma taxa adicional de 40%, elevando a alíquota total dos produtos para 50%, com uma série de exceções;
- Em novembro, a tarifa de 40% foi retirada após negociações entre a equipe econômica de Trump e a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT);
- Em 20 de fevereiro de 2026, a decisão da Suprema Corte implicou no cancelamento das taxas de 10% e 40% sobre os produtos brasileiros;
- No mesmo dia, Trump anunciou o tarifaço global de 10% para todos os países que comercializam com os EUA. Em 21 de fevereiro, ele subiu a taxa para 15%, que deve começar a valer nesta terça-feira (24).
Parceiros em desvantagem
Em comunicado na rede social Truth Social, Trump relatou que a medida tem como objetivo corrigir “décadas de práticas comerciais injustas” que prejudicaram a economia americana, na sua avaliação.
O Reino Unido é o país que mais deve perder com a medida entre os 20 maiores exportadores para os EUA. A região deve enfrentar um aumento de 2,1 pontos percentuais nas tarifas segundo uma pesquisa do Global Trade Allert.
A Itália (+1,7 pp) e Singapura (+1,1 pp) completam o pódio dos maiores aumentos, superando o que pagavam anteriormente.

