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Política

Motta reconhece como “atitude louvável” a iniciativa do STF em tratar sobre os supersalários

O presidente da Câmara afirmou que não há perspectiva de legalizar os “penduricalhos” a parlamentares

Motta reconhece como “atitude louvável” a iniciativa do STF em tratar sobre os supersalários

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (24) que é necessário reconhecer a “atitude louvável” do ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin em convocar reunião dos processos que tratam sobre os supersalários.

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Segundo Motta, não há perspectiva na Câmara de legalizar os supersalários a parlamentares, mas afirma que o debate precisa ser “mais abrangente” para trazer a incompatibilidade. Ele ainda alegou que não há servidor da Casa Legislativa que ganhe acima do teto salarial previsto.

O presidente da Casa ainda comentou que deseja criar com um grupo de trabalho um debate estruturante para ter uma eficiência no serviço público, descartando as perspectivas de legalizar os supersalários.

O que decidiu o STF sobre os supersalários?

Decisões do Supremo Tribunal Federal apertaram o cerco aos supersalários no serviço público, enquanto os estados enfrentam deterioração das contas e déficits crescentes às vésperas do ano eleitoral.

O ministro do STF, Flávio Dino, proibiu a aplicação de novas legislações que criem ou ampliem parcelas remuneratórias acima do teto constitucional, os chamados “penduricalhos”.

A decisão reforça liminar anterior que deu prazo de 60 dias para que União, estados e municípios revisem pagamentos a membros de Poderes e servidores.

Ainda, representantes do STF, incluindo o presidente Edson Fachin, e do Congresso Nacional se reuniram nesta terça (24) para discutir a criação de uma regra de transição para os penduricalhos.  Participaram da reunião:

  • Hindemburgo Chateaubriand, vice-procurador geral da República
  • Edson Fachin, presidente do STF e do CNJ
  • Alexandre de Moraes, vice-presidente da Corte
  • Gilmar Mendes, ministro relator
  • Flávio Dino, ministro relator
  • Davi Alcolumbre, presidente do Senado
  • Hugo Motta, presidente da Câmara
  • Vital do Rego, presidente do Tribunal de Contas da União

Conforme explicado pelo O Brasilianista, a medida busca coibir salários que chegam a superar R$ 200 mil mensais, muitas vezes classificados como verbas indenizatórias. Levantamento do O Globo mostra que os pagamentos acima do teto cresceram 43% em um ano e já superam R$ 10 bilhões.

Vale lembrar que o teto do funcionalismo corresponde ao salário dos ministros do STF, hoje em R$ 46.366,19.

O tema pode entrar com força na agenda eleitoral, impulsionado pela pressão da opinião pública.

União pagou mais de R$ 20 bilhões em supersalários

O Brasil está entre os países que mais ultrapassam o teto salarial determinado na Constituição Federal para servidores dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Assim como mostrado pelo O Brasilianista, levantamento Benchmark internacional sobre teto salarial no setor público aponta, que entre agosto de 2024 a julho de 2025, as contas públicas precisaram pagar mais de R$ 20 bilhões em salários classificados como “penduricalhos”.

O Judiciário brasileiro aparece com um dos poderes que mais se beneficiaram das parcelas indenizatórias. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostram que durante todo o período de 2024, servidores do Judiciário receberam salários acima do teto, que custaram cerca de R$ 6,7 bilhões a mais para as contas públicas, segundo informações do O Globo. No ano, alguns juízes podem ter chegado a ganhar cerca de $ 270 mil em salário.

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