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Economia

Petrobras se torna a empresa mais valiosa da América Latina — companhias brasileiras dominam o ranking

A petrolífera ultrapassou a gigante do e-commerce Mercado Livre e tirou a coroa que estava consolidada desde 2024

Petrobras se torna a empresa mais valiosa da América Latina — companhias brasileiras dominam o ranking

A empresa de e-commerce Mercado Livre perdeu o posto de empresa mais valiosa da América Latina, que ocupava desde 2024, agora em terceiro lugar no ranking continental. Petrobras e Itaú Unibanco ultrapassaram a companhia argentina e assumem os títulos das empresas com maior valor de mercado na Latam, respectivamente.

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É o que indica um novo estudo exclusivo da Elos Ayta, mostrando que o valor de mercado da Mercado Libre caiu US$ 7,5 milhões (R$ 38,7 milhões) entre 31 de dezembro de 2025 e a última segunda-feira (23). Agora, a empresa se consolida com US$ 94,52 milhões (R$ 488,44 milhões) em valor de mercado.

Por sua vez, a Petrobras vale atualmente US$ 100,86 milhões (R$ 521,2 mi) e viu seu valor crescer US$ 26,3 milhões (R$ 135,9 mi) desde o início de 2026. O Itaú, em segundo lugar, soma US$ 97,79 milhões (R$ 505,33 mi) com variação positiva de US$ 22,15 milhões (R$ 114,4 mi) no período analisado.

Segundo o estudo, o movimento da Mercado Livre marca uma inflexão clara no eixo de valor da região. Se nos últimos anos a narrativa dominante apontava para a supremacia das plataformas digitais, o início de 2026 mostra uma volta, ainda que parcial, ao protagonismo dos setores tradicionais, especialmente energia e sistema financeiro.

A correção da companhia de e-commerce interrompe um ciclo iniciado em 1º de agosto de 2024, quando a companhia havia ultrapassado a Petrobras e inaugurado uma fase simbólica de domínio das empresas de tecnologia na região.

Companhias brasileiras dominam o top 10 das mais valiosas da América Latina

Cinco das dez maiores companhias em valor de mercado são do Brasileiras: Petrobras, Itaú Unibanco, BTG Pactual, Vale e Ambev, além da Nu Holdings, sediada nas Ilhas Cayman, mas operacionalmente brasileira.

Em segundo lugar, o México aparece com três representantes, o Grupo México, América Móvil e Walmart de México, enquanto a Argentina mantém apenas o Mercado Livre no seleto grupo.

O ranking ainda mostra que somente Mercado Libre e Nu Holdings perderam valor de mercado em 2026, enquanto todas as demais avançaram — algumas, inclusive, de forma significativa.

Maiores empresas de capital aberto de LATAM por valor de mercado em US$ Milhões Empresa País 31/12/2025 23/02/2026 Variação Petrobras Brasil 74.559 100.866 26.307 ItauUnibanco Brasil 75.639 97.792 22.153 Mercado Libre Argentina 102.117 94.523 -7.594 GMexico México 73.533 92.685 19.152 Nu Holdings Ltd. Ilhas Cayman 80.664 78.014 -2.650 BTGP Banco Brasil 58.654 74.177 15.523 Vale Brasil 55.827 72.247 16.420 América Movil México 62.343 71.938 9.595 Wal Mart de México México 53.919 57.623 3.704 Ambev S/A Brasil 39.336 48.965 9.629

Fonte: Elos Ayta

O levantamento indica que a valorização das companhias brasileiras surfa na onda de um fator cambial decisivo. A desvalorização de 6,16% do dólar em 2026 inflou automaticamente os valores de mercado quando convertidos para a moeda americana. Dessa forma, a percepção de ganho dessas empresas dispara na B3.

Ainda assim, a queda da Mercado Livre já estava no radar dos investidores. Porém, a queda direta de primeiro para terceiro lugar no ranking impactou mais do que o esperado, especialmente após ser ultrapassado simultaneamente por duas empresas brasileiras de setores tradicionais.

Para a consultoria que realizou o levantamento, esse episódio sugere uma reprecificação estrutural, ou seja, na América Latina os ciclos de commodities, bancos e câmbio continuam tendo peso suficiente para redesenhar rapidamente o mapa de poder corporativo.

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