Publicidade
Economia

O que muda na prática com o aumento do imposto de importação?

Para além de alíquotas maiores, entenda quem sofrerá mais os impactos da nova medida

O que muda na prática com o aumento do imposto de importação?

O governo federal decidiu elevar o imposto de importação para mais de 1.200 produtos ligados à tecnologia e à indústria.

Publicidade

A equipe econômica estima que a alteração gerará R$ 14 bilhões adicionais em receita, conforme previsão aprovada pelo Congresso em dezembro de 2025. Vale lembrar que o aumento foi aprovado pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex),

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, rebateu críticas sobre aumento de preços. Para ele, a medida tem caráter regulatório e não deve pressionar os preços ao consumidor.

“É uma mentira dizer que isso vai encarecer produtos como celulares, porque eles são feitos aqui, mas impede que empresas estrangeiras usem subterfúgios para concorrer com a produção nacional.”, disse Haddad.

O que muda com o aumento do imposto de importação?

Serão 1.252 produtos impactados pelo aumento do imposto de importação, com novas faixas que variam aproximadamente entre 7,2% e 25%. Para efeitos de comparação, antes da medida boa parte desses produtos entrava no país com tarifas abaixo de 7% ou até zeradas, especialmente por meio de regimes especiais.

O imposto incide principalmente sobre empresas estrangeiras que vendem no Brasil sem produzir localmente. As alíquotas variam de 5% a 9% para mercadorias sem similar nacional, e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) pode zerar a cobrança caso não haja equivalente nacional.

As taxas cobradas agora se concentram em diferentes níveis, como 7%, 12,6%, 15% e 20%. O objetivo é reduzir a vantagem de fornecedores estrangeiros frente à indústria nacional, especialmente em áreas consideradas estratégicas.

Para a equipe econômica, a medida foi necessária para que o país não ampliasse sua dependência externa em segmentos-chave, como informática e máquinas industriais. Entretanto, o governo manteve mecanismos de exceção para evitar prejuízos a projetos produtivos.

Produtos sem fabricação nacional continuam podendo ter imposto reduzido ou zerado por regimes específicos, como o ex-tarifário e outros incentivos voltados a investimentos industriais.

Quais produtos serão tarifados a mais?

Conforme explicado anteriormente pelo O Brasilianista, a nova regra atinge uma série de bens usados tanto por consumidores quanto por empresas. Entre os principais itens com aumento de imposto estão computadores, smartphones, roteadores e servidores utilizados em infraestrutura digital.

Equipamentos médicos e componentes eletrônicos usados na indústria, além de máquinas industriais, agrícolas e de construção também entram na lista de produtos com maior tarifa.

Vale destacar que esses itens são considerados fundamentais para cadeias produtivas que dependem de tecnologia estrangeira.

Quem vai sentir os impactos da medida?

Mesmo com foco em aumentar a produção nacional, em primeiro momento, a nova mudança pode trazer diversos efeitos a setores como energia, petróleo, mineração e agronegócio, já que utilizam equipamentos importados em larga escala.

Isso porque a indústria nacional não está acostumada com essa demanda e, especialmente na fase inicial, não terá substitutos imediatos desses itens, o que levanta preocupações sobre custos para as empresas.

O governo argumenta que parte relevante dos eletrônicos consumidos no Brasil já é fabricada localmente. A produção doméstica de celulares, por exemplo, é concentrada em polos industriais com incentivos fiscais, o que ajudaria a reduzir o impacto final.

Confira mais notícias sobre mudanças tributárias também nas redes sociais do O Brasilianista