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Justiça

Operação Vassalos provoca reação de aliados políticos em Pernambuco

Ação da Polícia Federal apura suspeitas de desvio de recursos públicos e gera resposta de lideranças citadas nas investigações

Operação Vassalos provoca reação de aliados políticos em Pernambuco

Como informado pelo O Brasilianista, a Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação Vassalos, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos ligados a emendas parlamentares e contratos administrativos.

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A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cumpre mandados em diferentes estados e tem entre os alvos políticos ligados a Pernambuco, incluindo nomes com atuação em Petrolina.

Em resposta à operação, Fernando Filho e Miguel Coelho divulgaram uma nota pública afirmando que a ação teria relação com emendas parlamentares destinadas ao município de Petrolina durante mandatos anteriores.

O que diz a nota?

De acordo com o posicionamento, esses recursos teriam contribuído para o desenvolvimento da cidade e para indicadores de crescimento registrados na última década.

O texto afirma que a cidade passou por mudanças estruturais e que os investimentos foram importantes para avanços em áreas como qualidade de vida e desenvolvimento humano.

Os políticos também destacam que pretendem continuar defendendo a chegada de novos recursos para o município.

A nota menciona ainda que parte dos fatos já teria sido analisada anteriormente pelo Supremo Tribunal Federal, com arquivamento em investigação passada, citando manifestação da Procuradoria-Geral da República contrária a medidas solicitadas pela Polícia Federal.

Questionamentos sobre a operação

No comunicado, os autores afirmam que sempre atenderam a solicitações de órgãos de controle e que as contas públicas de Petrolina estariam regulares e aprovadas.

O texto também traz críticas ao que classificam como viés político na operação e reforça confiança nas instituições judiciais.

Além disso, a nota sustenta que a atuação política do grupo continuará voltada para a defesa de investimentos na região, apesar do avanço das investigações.

Os políticos afirmam que aguardam o andamento do processo com tranquilidade e que irão colaborar com os esclarecimentos necessários.

Ao mesmo tempo, o posicionamento destaca que a disputa política local não deve ser impactada pela operação, mantendo o discurso de continuidade das ações ligadas ao desenvolvimento regional.

Contexto da operação

A operação foi aberta para apurar suspeitas de irregularidades na destinação de verbas públicas, com foco em contratos firmados a partir de emendas parlamentares.

Segundo a Polícia Federal, o núcleo investigado teria atuado para direcionar licitações e favorecer empresas previamente ligadas ao grupo sob investigação.

As medidas judiciais incluem mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.

A apuração envolve possíveis crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, conforme informações divulgadas pela corporação.

Entre os investigados estão o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, o deputado federal Fernando Coelho Filho e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho.

A defesa de Fernando Bezerra e de Fernando Filho afirmou que os mandados expedidos chegaram sem a fundamentação completa, informando que irá se manifestar após ter acesso integral aos autos.

Contratos municipais entram no foco das apurações

A investigação também analisa contratos firmados durante gestões municipais em Petrolina. Documentos citados pela Polícia Federal apontam que empresas ligadas a familiares por afinidade de políticos teriam recebido recursos provenientes de contratos públicos, incluindo verbas associadas a repasses federais.

Para a apuração, uma das empresas investigadas ampliou significativamente sua participação em contratos municipais ao longo dos anos, passando a ocupar posição de destaque entre as maiores recebedoras de recursos públicos no município.

A PF afirma que a evolução desses contratos levantou suspeitas sobre possível favorecimento. Nos últimos anos, esse tipo de repasse tem sido alvo de maior atenção por parte de órgãos de controle, especialmente quando há suspeitas de direcionamento em licitações.

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