A pesquisa Atlas Intel, divulgada nesta quarta-feira (26), mostrou uma possível consolidação do cenário de polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro, com resultados que apontam a possibilidade do parlamentar superar o atual presidente no segundo turno. O nosso colunista, Cristiano Noronha, traz mais detalhes e os principais destaques do noticiário desta quinta-feira (26).
A primeira pesquisa eleitoral após o feriado de Carnaval apresentou diferenças em relação aos resultados anteriores, em que o presidente Lula aparecia em vantagem consideravelmente maior à frente dos seus concorrentes. No primeiro turno, Lula aparece entre 43% e 47% das intenções de voto, já Flávio está entre 33% e 40%.
Flávio passa no segundo turno
No cenário projetado para o segundo turno, pela primeira vez o senador aparece numericamente à frente de Lula nas intenções de voto. De acordo com o levantamento, Flávio Bolsonaro soma 46,3% da preferência do eleitorado, enquanto o atual Chefe do Executivo apresentou 46,2% das intenções de voto. Apesar de representar um possível empate técnico, já existe uma vantagem mínima entre os dois pré-candidatos.
De acordo com a pesquisa, uma possível substituição do senador para competir nas eleições de novembro é pouco provável. Diante desse cenário, a probabilidade de a direita conseguir disputar frente a frente com Lula é praticamente nula, o que torna Flávio Bolsonaro peça-chave para a estratégia eleitoral do grupo.
Investidas do governo
Conforme aponta Cristiano Noronha, os resultados da última pesquisa são relevantes para o contexto atual, em que o governo esperava elevar a sua popularidade por meio de iniciativas específicas com grande alcance para a população. Entre as medidas adotadas estavam a isenção do Imposto de Renda e a aprovação do Auxílio Gás, pensadas para melhorar os índices de aprovação e, consequentemente, as intenções de voto.
Agora a aposta do governo continua sendo a aprovação de pautas que tenham amplo alcance da população, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1, com esforços são para que o texto seja aprovado o mais rápido possível. Além disso, é prioridade a aprovação da PEC da Segurança Pública, que está em amplo debate no Legislativo nos últimos dias.
Noronha aponta que em relação ao fim da escala 6×1, que pode afetar o comércio, em especial pequenas e médias empresas, a dúvida é se seria capaz de produzir um efeito positivo expressivo em favor do presidente Lula. Já em relação ao texto da Segurança Pública, ele pode não resultar em muitos efeitos para o aumento da popularidade de Lula, já que pode não ter tempo de impactar o dia a dia das pessoas até as eleições.
Diante disso, o governo investe ainda na possibilidade de analisar a implementação da Taxa Zero no transporte público em todo o país. Como noticiado pelo O Brasilianista, o ministro das Cidades, Jader Filho, o governo tem estudado os modelos mais viáveis para colocar a proposta em prática.
“Já temos debatido e discutido diversas soluções para esse tema, para que a gente possa fazer uma discussão nacional e chegar a um entendimento e, com isso, melhorar o transporte público nas nossas cidades”, disse o ministro em entrevista ao programa Bom dia, Ministro.
Reunião PL
No Morning Call desta quinta-feira (26) foi apontado também que houve uma reunião do Partido liberal (PL) com o senador Flávio Bolsonaro para diminuir atritos internos. O presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, afirmou que Flávio vai começar a rodar o país, com o objetivo de iniciar a interlocução com outros partidos.
De acordo com Valdemar Costa Neto, Flávio já teria conversado até o momento apenas com o União Brasil e o Partido Progressista, além disso o senador deve dialogar ainda com outros partidos da centro-direita, como o Podemos e o Republicanos.
Entre as análises, o Senado Federal aprovou as novas diretrizes para o setor químico e petroquímico, que devem ser implementadas durante a transição do regime especial da indústria química para o programa especial de sustentabilidade da indústria química. Na Câmara, foi aprovado o acordo Mercosul-União Europeia, o texto segue agora para o Senado.

