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Política

Quebra dos sigilos de Lulinha amplia o desgaste do governo e coloca o presidente na defensiva

A quebra do sigilo de Lulinha ocorre no momento em que o governo está na defensiva

Quebra dos sigilos de Lulinha amplia o desgaste do governo e coloca o presidente na defensiva

O presidente Lula (PT) sofreu derrotas importantes na última quinta-feira (26), ampliando seu desgaste político. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) aprovou a quebra dos sigilos bancário, telemático e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente.

A tumultuada sessão no qual a quebra dos sigilos de Lulinha foi aprovada gerou uma briga entre os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Evair Vieira de Melo (PP-ES). O desgaste para o governo de Lula foi ainda maior, pois antes de a CPMI ter decidido aprovar a quebra dos sigilos de Lulinha, ele já havia sido pedido pela Polícia Federal (PF) e autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.

Mesmo que o PT solicite ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a anulação da votação a alegação é a contagem de votos por parte do relator da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), não foi correta, o desgaste político não será amenizado. Pelo contrário, ao pedir a anulação da votação, o Palácio do Planalto dará ainda mais combustível para a CPMI do INSS e à oposição.

Outro aspecto a ser ressaltado é que a combinação da quebra de sigilo de Lulinha com o escândalo do Banco Master, mesmo que esse tema não envolva diretamente o presidente Lula, fortalece na agenda a discussão da pauta corrupção, negativa para Lula e o PT.

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Vale ressaltar que pesquisa Atlas divulgada na última quinta-feira (26) mostrou que a corrupção foi citada como o principal problema do país por 54,3% dos eleitores, na frente da criminalidade e do tráfico de drogas, citado por 53,3% dos entrevistados (o eleitor poderia citar até 3 problemas).

A quebra do sigilo de Lulinha ocorre no momento em que o governo está na defensiva. Além do desgaste do carnaval, principalmente entre os evangélicos, que ficaram descontentes com as ironias à família tradicional no desfile da escola de samba Acadêmicos do Niterói (RJ), a pesquisa AtlasIntel divulgada na última quarta-feira (25) mostrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se consolidou.

Ele aparece como alternativa da direita, superando numericamente Lula em um eventual segundo turno. Mostrou também que a avaliação do governo piorou, mostrando que a desaprovação é maior que a aprovação. Essa combinação de eventos poderá mobilizar ainda mais a direita, que no próximo domingo (1º de março) realizará uma manifestação com Lula e o STF em diversas capitais.

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