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Geopolítica

Bloqueio do Estreito de Ormuz não deve prejudicar comércio de petróleo no Brasil, diz Petrobras

O início da guerra entre Estados Unidos e Irã paralisou o mundo em relação à exportação de commodity

Bloqueio do Estreito de Ormuz não deve prejudicar comércio de petróleo no Brasil, diz Petrobras

A Petrobras, empresa estatal brasileira de produção de petróleo, afirmou nesta segunda-feira (2) que não há risco de interrupção das importações e exportações da commodity no momento.

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No último sábado (28), o início da guerra entre Estados Unidos e Irã paralisou o mundo em relação à exportação de petróleo, visto o bloqueio do Estreito de Ormuz. Vale destacar que, apesar do Brasil contar com extração nacional de petróleo, boa parte do combustível em formato de gasolina e outros combustíveis ainda é, em sua maior parte, importado.

Porém, em nota enviada ao CNN Money, a empresa disse que possui rotas alternativas fora da região de conflito. Dessa forma, a estatal afirma que conta com uma estratégia que “dá segurança e custos competitivos para as operações da companhia, preservando as margens”. Na prática, pode trazer alívio ao bolso dos consumidores, visto que a demanda não está completamente comprometida.

“Os fluxos de importação da Petrobras são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas”, relata a companhia.

Os preços da commodity chegaram a subir 10% na manhã desta segunda em meio aos ataques na região e interrupção do Estreito de Ormuz.

Entenda o conflito entre EUA e Irã

ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, no último sábado (28), deve provocar reflexos tanto geopolíticos, a partir da intensificação das tensões no Oriente Médio, quanto econômicos, com impactos nos preços do petróleo e nos mercados globais. Os resultados do conflito podem ser observados nos principais mercados do mundo.

O principal impacto para a economia deve ser no aumento dos preços do petróleo tipo Brent, que é referência internacional e influencia o valor dos combustíveis em vários países, inclusive no Brasil. No domingo (01), o hidrocarboneto do tipo Brent apresentou alta de 13% na abertura dos negócios, valendo US$ 82 e ficando no maior nível desde janeiro de 2025.

A tendência é que o preço do petróleo se eleve cada vez mais, com negociações que dependem dos acontecimentos do conflito. As informações são do InfoMoney.

Fechamento do Estreito é prejudicial para a economia do mundo todo

O Estreito de Ormuz é dominado pelo governo iraniano e uma maneira de fechar a região seria através da instalação de minas marítimas, uso de embarcações rápidas armadas, submarinos e mísseis costeiros, de acordo com a Politize!.

Isso impacta todo o comércio marítimo, além da economia mundial. Funciona assim: com a principal via de petróleo e gás natural fechada, a demanda por esses combustíveis seguiria aumentando, o que consequentemente aumenta o preço das commodities.

Além do risco do produto não chegar ao destino final, os valores pagos por petróleo seriam mais altos do que normalmente, visto que a produção de distribuição estariam comprometidas.

Em meio ao bloqueio do Estreito e ataques a territórios iranianos, foi criado um vácuo de poder e elevou o risco de um conflito prolongado no Oriente Médio, afetando não apenas bolsas internacionais, mas também a percepção sobre o real e investimentos no Brasil.

Confira os principais desdobramentos do conflito nas redes sociais do O Brasilianista