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Geopolítica

Países ao redor do mundo reagem à guerra dos EUA e Israel contra Irã

Enquanto a Europa pede contenção do conflito, o Oriente Médio já se prepara para instabilidade

Países ao redor do mundo reagem à guerra dos EUA e Israel contra Irã

No último sábado (28), o Irã sofreu uma série de ataques e bombardeios direcionados por Israel e Estados Unidos. A escalada resultou em um momento histórico: a queda de Ali Khamenei, líder supremo iraniano. A intensificação do confronto desencadeou uma onda de posicionamentos oficiais ao redor do mundo.

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Governos se pronunciaram em diferentes tons, alguns defendendo o direito à autodefesa, outros cobrando contenção e diálogo diplomático para evitar uma expansão do conflito no Oriente Médio.

Entre os países que repudiaram a ofensiva dos EUA e de Israel, está o Brasil, que conforme pronunciamento, criticou o uso da força em detrimento da diplomacia e expressou “grave preocupação” com a escalada do conflito no Oriente Médio. Para o Itamaraty os ataques ocorreram em meio a processos de negociação, que o Brasil considera o único caminho viável para a paz.

Além da segurança humanitária, o Itamaraty alertou para impactos estruturais:

  • Preservação da infraestrutura: apelo pelo respeito ao Direito Internacional e proteção de civis.
  • Economia Global: alerta sobre a ameaça às cadeias de suprimento e fluxos comerciais em uma região estratégica.
  • Estabilidade Regional: defesa da contenção de hostilidades para evitar um conflito em larga escala

Na Europa, líderes demonstraram preocupação com o risco de expansão regional do conflito. O governo do Reino Unido declarou apoio ao direito de defesa israelense, mas apelou por contenção imediata para evitar uma guerra de grandes proporções.

A França reforçou a necessidade de diálogo urgente no âmbito diplomático, defendendo negociações multilaterais como alternativa ao avanço militar. O presidente francês Emmanuel Macron disse em sua rede social X (ex-twitter) que a escalada contínua é perigosa e precisa parar.

“O regime iraniano deve entender que agora não tem outra opção a não ser se engajar de boa-fé em negociações para encerrar seus programas nucleares e balísticos, bem como suas atividades regionais de desestabilização. Isso é absolutamente necessário para a segurança de todos no Oriente Médio”.

Em uma publicação oficial no site do governo alemão Bundesregierung, a Alemanha junto a outros países da Europa se dizem consternados com os ataques indiscriminados e desproporcionais de mísseis lançados pelo Irã contra países da região, incluindo aqueles que não participaram das operações militares iniciais dos EUA e de Israel.

“Os ataques imprudentes do Irã têm como alvo aliados próximos e ameaçam nossos militares e cidadãos em toda a região”, diz o pronunciamento.

Em contraste, a Rússia criticou a ofensiva norte-americana e israelense, classificando as ações como desestabilizadoras e acusando Washington de agravar deliberadamente a situação no Oriente Médio. Moscou solicitou reunião emergencial no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, defendendo uma resolução que pressione por cessar-fogo imediato.

A principal agência de notícias da Rússia, TASS publicou que, em conversa telefônica com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, condenou o ataque armado.

Lavrov disse que há uma “disposição da Rússia em promover a busca por soluções pacíficas baseadas no direito internacional, no respeito mútuo e no equilíbrio de interesses, inclusive no Conselho de Segurança da ONU”.

O chanceler chinês, Wang Yi, rotulou como “inaceitável” a operação militar executada por Estados Unidos e Israel. O pronunciamento ocorreu no domingo durante um diálogo estratégico com o homólogo russo, Sergei Lavrov, conforme reportado pela imprensa oficial de Pequim, como destaca a Carta Capital.

Na visão do Ministério das Relações Exteriores chinês, a morte de Ali Khamenei é uma afronta direta ao Direito Internacional e aos protocolos que balizam a convivência entre as nações. Para Pequim, o caso fere não apenas a segurança iraniana, mas a integridade de qualquer Estado independente, argumento que encontra eco nas doutrinas de não intervenção historicamente defendidas pela diplomacia sul-americana.

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