Em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã, iniciado no último sábado (28), o Estreito de Ormuz é uma das regiões mais afetadas pelos ataques.
Dados de navegação mostrados pelo O Brasilianista mostram que pelo menos 150 navios-tanque, incluindo petroleiros e transportadores de gás natural liquefeito, estão ancorados em águas abertas do Golfo Pérsico e do Estreito de Ormuz.
O local é a principal rota de exportação do mundo. O Estreito de Ortiz conecta os maiores produtores de petróleo do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, com o Golfo de Omã e o Mar Arábico.
Por isso, seu bloqueio é de extrema preocupação para os países que comercializam com essas regiões, especialmente conhecidas pela produção de commodities, como petróleo e gás natural — os combustíveis fósseis de maior demanda.
Quem controla o Estreito de Ormuz?
Segundo o National Geographic, o Estreito de Ormuz é o único canal que liga a passagem de petróleo do Golfo ao Oceano Índico. Isso significa que os navios petroleiros que circulam na região transportam diariamente cerca de 30% do consumo total da commodity.
São, no total, oito ilhas principais, sendo que sete delas são controladas pelo Irã. O país mantém forte presença militar na região desde a década de 1970 e, portanto, é um dos principais balizadores do preço do petróleo.
Por sua vez, a costa sul da região é controlada pelo Omã. Ainda assim, os Emirados Árabes Unidos tentam reivindicar soberania de algumas ilhas há anos.
Vale ressaltar que não existem rotas alternativas com a mesma capacidade de escoamento imediato, o que reforça a necessidade de paz na região.
Fechamento do Estreito é prejudicial para a economia do mundo todo
O Estreito de Ormuz é dominado pelo governo iraniano e uma maneira de fechar a região seria através da instalação de minas marítimas, uso de embarcações rápidas armadas, submarinos e mísseis costeiros, de acordo com a Politize!.
Isso impacta todo o comércio marítimo, além da economia mundial. Funciona assim: com a principal via de petróleo e gás natural fechada, a demanda por esses combustíveis seguiria aumentando, o que consequentemente aumenta o preço das commodities.
Além do risco do produto não chegar ao destino final, os valores pagos por petróleo seriam mais altos do que normalmente, visto que a produção de distribuição estariam comprometidas.
Como a guerra já está comprometendo a economia global?
Em meio ao bloqueio do Estreito e ataques a territórios iranianos, foi criado um vácuo de poder e elevou o risco de um conflito prolongado no Oriente Médio, afetando não apenas bolsas internacionais, mas também a percepção sobre o real e investimentos no Brasil.
O real apresentou perda de valor perante a moeda americana, interrompendo a sequência de valorização que vinha sendo registrada nas semanas anteriores, como detalha a Agência Brasil. Por volta do meio-dia, o dólar operava em patamares próximos a R$ 5,20, o que representa um acréscimo de cerca de 1% no dia.
Conforme mostrado pelo O Brasilianista, especialistas do mercado local apontam que esse movimento deriva de uma dinâmica global de proteção. Investidores retiram capital de praças emergentes, como a B3, para alocá-lo em ativos de segurança máxima.
O real apresentou perda de valor perante a moeda americana, interrompendo a sequência de valorização que vinha sendo registrada nas semanas anteriores, como detalha a Agência Brasil. Por volta do meio-dia, o dólar operava em patamares próximos a R$ 5,20, o que representa um acréscimo de cerca de 1% no dia.
Especialistas do mercado local apontam que esse movimento deriva de uma dinâmica global de proteção. Investidores retiram capital de praças emergentes, como a B3, para alocá-lo em ativos de segurança máxima.

