O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou na última segunda-feira (2) que o país deve reforçar sua proteção nuclear e se aliar com oito países europeus para ajudar a proteger o continente. As informações são do g1.
Em declaração na base de submarinos da Île Longue, ele disse que aumentaria o número de suas ogivas (dispositivos) nucleares. Os comentários surgem em meio à escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã, além do quinto ano dos conflitos entre Rússia e Ucrânia.
Segundo Macron, seu objetivo é proteger não apenas a França, mas a Europa. Desde a saída do Reino Unido da União Europeia, em 2020, a França é a única potência nuclear do grupo.
Ainda segundo o g1, o presidente francês afirmou que os bombardeios a Teerã trazem e continuarão trazendo “instabilidade e uma possível conflagração às nossas fronteiras, com as capacidades nucleares e balísticas do Irã ainda intactas”.
Para se juntar à França, Macron confirmou parceria com oito países do continente para dissuadir o poder nuclear. São eles: Alemanha, Reino Unido, Polônia, Holanda, Bélgica, Grécia, Suécia e Dinamarca.
Potencial nuclear da França
De acordo com o g1, o país contém o quarto maior arsenal nuclear do mundo, estimado em cerca de 290 ogivas — fica atrás apenas da Rússia, Estados Unidos e China. No entanto, a França não divulgará mais o número de suas armas nucleares, por determinação do presidente.
Além disso, revelou que o país deve construir um novo submarino nuclear capaz de lançar mísseis atômicos, que deverá ser lançado em 2036.
A França já possui quatro submarinos armados com mísseis nucleares, além de caças Rafale.
O que o reforço de armas nucleares significa para o mundo?
Com um esforço para ampliar o arsenal de armas nucleares, a França estimula outros países a fazerem o mesmo.
Quem não possui tecnologia para explorar ou armazenar ogivas pode acabar prejudicado no tabuleiro geopolítico que uma escalada no conflito do Oriente Médio pode causar.
Além disso, países que não possuem armamento nuclear podem ficar dependentes da segurança francesa, o que abre margem para mais confitos.
Entenda o conflito entre EUA e Irã
O ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, no último sábado (28), deve provocar reflexos tanto geopolíticos, a partir da intensificação das tensões no Oriente Médio, quanto econômicos, com impactos nos preços do petróleo e nos mercados globais. Os resultados do conflito podem ser observados nos principais mercados do mundo.
O principal impacto para a economia deve ser no aumento dos preços do petróleo tipo Brent, que é referência internacional e influencia o valor dos combustíveis em vários países, inclusive no Brasil. No domingo (01), o hidrocarboneto do tipo Brent apresentou alta de 13% na abertura dos negócios, valendo US$ 82 e ficando no maior nível desde janeiro de 2025.
A tendência é que o preço do petróleo se eleve cada vez mais, com negociações que dependem dos acontecimentos do conflito. As informações são do InfoMoney.

