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Geopolítica

Qual a resposta da Europa diante da escalada dos conflitos no Oriente Médio?

Além de riscos econômicos e energéticos, o continente está no meio dos bombardeios

Qual a resposta da Europa diante da escalada dos conflitos no Oriente Médio?

ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, no último sábado (28), intensifica as tensões no Oriente Médio em aspectos econômicos e geopolíticos, com impactos nos preços do petróleo e nos mercados globais. Em meio a uma escalada nos conflitos, a Europa busca se proteger de diversas maneiras.

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Conforme indicado pelo O Brasilianista, o principal impacto para a economia deve ser no aumento dos preços do petróleo tipo Brent, que é referência internacional e influencia o valor dos combustíveis em vários países, inclusive no Brasil.

O fechamento do Estreito de Ormuz, principal rota da commodity, bloqueia a comercialização de praticamente 80% da produção mundial. A tendência é que o preço do petróleo se eleve cada vez mais, com negociações que dependem dos acontecimentos do conflito.

Além disso, os bombardeios podem deixar territórios europeus desprotegidos, o que traz alertas para diversos países. O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou na última segunda-feira (2) que o país deve reforçar sua proteção nuclear e se aliar com oito países europeus para ajudar a proteger o continente.

Segundo Macron, seu objetivo é proteger não apenas a França, mas a Europa. Desde a saída do Reino Unido da União Europeia, em 2020, a França é a única potência nuclear do grupo.

Para se juntar à França, o chefe de Estado confirmou parceria com oito países do continente para dissuadir o poder nuclear. São eles: Alemanha, Reino Unido, Polônia, Holanda, Bélgica, Grécia, Suécia e Dinamarca.

De acordo com o g1, o país contém o quarto maior arsenal nuclear do mundo, estimado em cerca de 290 ogivas — fica atrás apenas da Rússia, Estados Unidos e China. No entanto, a França não divulgará mais o número de suas armas nucleares, por determinação do presidente.

Itália em crise

Nesta terça-feira (03), Roma alertou que enfrenta estado de crise em meio às escaladas militares do Oriente Médio. Segundo a Comunità Italiana, o governo da premiê Giorgia Meloni realizou reuniões de emergência na sede do Executivo para avaliar os impactos da guerra sobre a segurança europeia e dos cidadãos italianos na região.

A repatriação de cidadãos italianos que moram no Oriente Médio está entre as prioridades do plano. O Ministério das Relações Exteriores italiano afirmou que 127 italianos retornaram na última terça-feira (02) em voo especial organizado a partir de Omã. Hoje, mais 300 cidadãos foram retirados — chegam a quase 500 o número de repatriados em dois dias.

Como o aumento de armas nucleares na Europa impacta o restante do mundo?

Com um esforço para ampliar o arsenal de armas nucleares, a França estimula outros países a fazerem o mesmo.

Quem não possui tecnologia para explorar ou armazenar ogivas pode acabar prejudicado no tabuleiro geopolítico que uma escalada no conflito do Oriente Médio pode causar.

Além disso, países que não possuem armamento nuclear podem ficar dependentes da segurança francesa, o que abre margem para mais conflitos.

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