O Produto Interno Bruto (PIB) representa o conjunto de bens e serviços produzidos pelo país, ou seja, mostra a “riqueza” do Brasil. Em 2025, esse índice cresceu 2,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No entanto, esse desempenho mostra uma desaceleração do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até agora, em comparação aos seus dois anteriores — e até mesmo dos ex-presidentes do Brasil.
Um levantamento realizado pelo O Globo mostra que nos últimos três anos de governo Lula, a variação anual do PIB permeia entre 2% e 4%. Em comparação, seus dois primeiros mandatos, entre 2003 e 2011, atingiram variações positivas históricas desde o início da série histórica, em 1995, permeando 4% a 6%.
Em 2009, o petista registrou sua única variação negativa do PIB, que ficou praticamente estável. Em movimento de reajuste, o ano seguinte apresentou o maior aumento do PIB no período analisado, chegando a quase 8%.
Como operou o PIB nos governos de outros presidentes?
Os governos de Fernando Henrique Cardoso (FHC), de 1995 a 2002, nunca ultrapassaram a marca de 4% de variação. Ao mesmo tempo, o PIB não teve mais prejuízo do que ganhos durante os oito anos de mandato FHC.
No período em que Dilma Rousseff esteve no cargo do Executivo, o PIB se manteve relativamente estável, entre 0% e 4% até o ano de 2015 e 2016, quando o índice registrou quedas de até 4% na riqueza do país.
A situação melhorou levemente após o impeachment da ex-presidente, período em que Michel Temer assumiu pelos últimos dois anos do segundo mandato. A variação do PIB voltou a se aproximar de uma elevação de 2% em 2017 e 2018.
Por fim, o governo de Jair Bolsonaro apresentou uma das maiores quedas do PIB em 2020, durante a pandemia de Covid-19. A queda foi de quase 4%, mas conseguiu se recuperar fortemente no ano seguinte.
Como o PIB é calculado?
O Produto Interno Bruto do Brasil (PIB) é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ele mede a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em um período, funcionando como um termômetro da atividade econômica, mas não representa a riqueza total do país.
Segundo a CNN Brasil, o PIB influencia decisões de governos, empresas e investidores, sinalizando crescimento ou retração da economia.
O cálculo é feito por três métodos que levam ao mesmo resultado: demanda, oferta e renda. Pela demanda, somam-se os gastos das famílias, investimentos das empresas, despesas do governo e exportações líquidas. Pela oferta, considera-se a produção dos setores agropecuário, industrial e de serviços. Pela renda, avalia-se como a riqueza gerada foi distribuída em salários, lucros e impostos indiretos. Conforme Marco Antônio Rocha, da Unicamp, essas abordagens permitem entender quais setores impulsionam a economia e como os valores são distribuídos.
O IBGE utiliza dados de suas próprias pesquisas e de órgãos externos, como Produção Agrícola Municipal, Pesquisa Industrial Mensal, Pesquisa Anual de Serviços, Índices de Preços e o Balanço de Pagamentos do Banco Central. De acordo com o IBGE, os resultados são divulgados trimestralmente e podem ser revisados posteriormente quando surgem novas informações ou correções. O instituto também trabalha em ajustes metodológicos para refletir mudanças da economia digital e indicadores ambientais.
Embora o PIB seja essencial para acompanhar a atividade econômica, ele não mostra desigualdade, qualidade de vida ou distribuição de renda. Segundo Deise Diel Weber, do Centro Universitário Cesuca, um país pode ter PIB elevado e ainda enfrentar problemas sociais e regionais.

