Em janeiro, os preços ao produtor no Brasil apresentaram alta de 0,34% em comparação a dezembro de 2025. Segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (04), na comparação mensal o índice foi de 0,15%, movimento influenciado principalmente pela metalurgia.
Os dados do Índice de Preços ao Produtor (IPP) apontam que no primeiro mês do ano houve alta em 15 das 24 atividades industriais analisadas. Conforme apontado, a metalurgia apresentou a maior alta nos preços, com crescimento de 2,73%, que influenciou com 0,18 ponto percentual na variação de 0,34% da indústria geral.
“Assim como ocorreu no mês passado, esse avanço (da metalurgia) foi puxado, principalmente, pelo aumento dos preços dos metais não ferrosos, dessa vez com destaque para os derivados do ouro, que teve sua cotação impulsionada por aumentos da demanda pelo ativo, e dos derivados do cobre, que em escala global têm estado com um déficit de oferta e baixo estoque”, disse o gerente do Índice de Preços ao Produtor (IPP), Murilo Alvim, ao explicar sobre os resultados.
Alta nos preços da impressão e perfumaria
Além disso, faz parte da lista de maiores altas a atividade industrial impressão, com 2,73%, e outros produtos químicos, que alcançaram alta de 1,70%, seguido por perfumaria, sabões e produtos de limpeza, que apresentou crescimento de 1,67% nos preços. Apesar disso, o índice acumulado em 12 meses apresenta queda de 4,33%.
Já pela nona vez consecutiva, a variação mensal dos preços dos alimentos é negativa. Segundo os resultados, no último mês a queda foi de 0,17%, com recuo acumulado em 12 meses de 9,84%. A queda tem apresentado menos intensidade em comparação com dezembro, quando houve diminuição de 10,48% nos preços do setor.
“E as indústrias extrativas também se destacaram por resultado positivo, apresentando um aumento de 1,39% no mês. Essa variação foi puxada pela alta dos óleos brutos de petróleo, que tiveram a sua oferta mundial reduzida nesse início de ano e também dos minérios de cobre. De modo geral, a trajetória dessas commodities permanece alinhada aos mercados internacionais”, afirma Alvim.
Foi observado ainda que os preços dos veículos automotores subiram 0,24% em janeiro em comparação com dezembro, o que representa a oitava alta consecutiva. Com desaceleração nos últimos 12 meses, a atividade acumulou uma variação de 2,30%.
Setor de refino de petróleo e biocombustíveis
A atividade de refino de petróleo e biocombustíveis apresentou queda de 0,66% dos preços em janeiro. Os dados apontam que, no acumulado em 12 meses, a queda chega a 7,64%, o mesmo registrado desde junho de 2025, aparecendo como a segunda principal influência nos últimos 12 meses.
Além disso, os preços dos produtos químicos voltaram a crescer na porta da fábrica, o movimento foi observado após o registro de cinco meses de quedas. No primeiro mês do ano, a alta foi de 1,70%, o que representa a maior entre os setores pesquisados.

