A guerra entre Estados Unidos e Irã pode durar quatro a cinco semanas ou mais, segundo declarações recentes do presidente americano Donald Trump, feitas após o início dos ataques militares contra o território iraniano.
A estimativa representa uma mudança de discurso do próprio governo, que inicialmente indicava que o confronto poderia terminar em poucos dias. As informações são do G1.
Guerra pode durar semanas
O secretário de Estado, Marco Rubio, disse ao Congresso que a ofensiva militar ainda está se intensificando e que ataques mais duros devem ocorrer.
Segundo ele, Washington tinha informações de que Israel realizaria um ataque contra o Irã e que, em resposta, forças iranianas poderiam atingir bases americanas na região. O presidente afirmou ainda que os Estados Unidos pretendem continuar a ofensiva “custe o que custar”.
Governo americano ainda não sabe como será o fim da guerra
Em entrevista ao The New York Times, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos possuem capacidade militar suficiente para manter a ofensiva contra o Irã pelo tempo necessário.
Segundo o presidente, o Pentágono possui grandes estoques de munições distribuídos em bases militares ao redor do mundo.
Ele disse que existem diferentes cenários para a formação de um novo governo no Irã após a ofensiva militar.
Entre as possibilidades discutidas pelo governo americano está um modelo semelhante ao ocorrido na Venezuela, no qual apenas a liderança do país seria removida enquanto parte da estrutura estatal permaneceria em funcionamento.
Analistas apontam, no entanto, que o caso iraniano é muito mais complexo. O país possui forças militares mais estruturadas e um programa nuclear ativo, além de divisões políticas internas profundas.
O próprio governo americano ainda não tem clareza sobre como será o cenário político iraniano nas próximas semanas.
Israel afirma que guerra não será longa
De acordo com o Poder360, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a guerra contra o Irã pode levar algum tempo, mas não deve se prolongar por anos.
Em entrevista à Fox News, o líder israelense disse que a ofensiva representa um esforço para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares.
Segundo Netanyahu, a ação militar foi considerada necessária após o governo iraniano continuar expandindo instalações ligadas ao programa nuclear e ao desenvolvimento de mísseis.
O premiê afirmou que o conflito não representa uma “guerra sem fim”. Ele argumenta que a ofensiva busca criar condições para mudanças internas no país. Netanyahu também declarou que a iniciativa conta com forte coordenação entre Estados Unidos e Israel.
Pentágono admite que guerra pode levar tempo
Para a Reuters, o Pentágono afirmou que a campanha militar contra o Irã não deve se transformar em um conflito sem prazo definido, mas reconheceu que as operações podem levar tempo.
Autoridades militares disseram que os objetivos principais incluem destruir a marinha iraniana e suas capacidades de mísseis.
Segundo os militares americanos, mais de 1.200 alvos já foram atingidos na ofensiva aérea conduzida pelos Estados Unidos e Israel.
Ainda assim, autoridades alertaram que novas baixas militares são esperadas. Até o momento, seis militares americanos morreram durante as operações.
O chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, afirmou que operações desse tipo exigem planejamento de longo prazo.
Ele ressaltou que o poder aéreo pode não ser suficiente para derrubar a liderança iraniana. Autoridades do governo americano também se recusaram a descartar a possibilidade de operações terrestres no futuro.
O que especialistas observam para medir impacto econômico?
A principal variável observada por analistas econômicos é quanto tempo a guerra vai durar. Conflitos curtos tendem a provocar apenas choques temporários em mercados.
Guerras prolongadas, por outro lado, podem alterar cadeias globais de energia e comércio. O Oriente Médio concentra parte significativa da produção mundial de petróleo.
Se o conflito afetar rotas estratégicas de exportação, o preço da energia pode subir. Isso afeta diretamente inflação, juros e crescimento econômico.
Empresas de transporte, indústria e agronegócio são particularmente sensíveis a esses custos. Para microempreendedores, o impacto costuma aparecer na elevação de combustíveis, transporte e produtos importados.
Investidores também monitoram o risco de expansão do conflito para outros países da região. Se isso ocorrer, o impacto econômico pode ser significativamente maior.

