Daniel Bueno Vorcaro, dono do Banco Master, está em sérios apuros após ter sido preso novamente pela Polícia Federal (PF). Antes da operação desta quarta-feira (4), Vorcaro era tratado como o chefe de um esquema fraudulento que esvaziou os cofres do Fundo Garantidor de Crédito. Agora, passará a ser visto como criminoso violento e perigoso.
Relatório da PF publicado por O Brasilianista mostrou que Vorcaro tem um funcionário apelidado de Sicário e que é responsável por gerenciar “A Turma”, nome dado ao grupo criminoso que recebia R$ 1 milhão por mês do banqueiro para fazer serviços sujos. Sicários são conhecidos na América Latina, principalmente no México, como assassinos de aluguel contratados para cometer crimes violentos.
Esse contexto, mais o fato de haver mensagens de Vorcaro querendo “mandar dar um pau” e “quebrar todos os dentes” de um jornalista, tornam praticamente nulas as chances do banqueiro conseguir sua soltura. Por fim, também pesará contra o banqueiro o uso de fundos de pensão de servidores públicos para manter artificialmente a liquidez do Master.
A soma desses crimes é normalmente concatenada no Direito como razão mais do que suficiente para manter a prisão do réu, pois há risco a ordem pública e as investigações. Com Vorcaro sendo visto como o líder de um grupo criminoso organizado que espionou, achacou e cooptou servidores públicos, muito dificilmente um desembargador ou ministro de corte superior lhe devolverão a liberdade.

