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Geopolítica

Cerca de 50 mil brasileiros moram no Oriente Médio. O que acontece com eles em meio à guerra?

O Itamaraty recomendou aos cidadãos evitarem viagens a 12 países da região

Cerca de 50 mil brasileiros moram no Oriente Médio. O que acontece com eles em meio à guerra?

Quase 50 mil brasileiros moram na região em conflito no Oriente Médio, segundo informações do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Desde o início dos ataques militares contra o território iraniano, no último sábado (28), esses cidadãos estão em alerta de risco.

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Conforme indicado pelo O Brasilianista, a guerra entre Estados Unidos e Irã pode durar quatro a cinco semanas ou mais, segundo declarações recentes do presidente americano Donald Trump, mas os Estados Unidos estaria pronto para manter o conflito enquanto considerar necessário.

Segundo a CNN, são 49.430 nativos do Brasil espalhados pelos países atingidos. Líbano e Israel possuem a maior quantidade de brasileiros na região, com 22 mil e 14 mil cidadãos, respectivamente. Em seguida, aparecem Emirados Árabes Unidos (10.365), Catar (2.000), Bahrein (300), Omã (300), Kuwait (280), Iraque (100) e Irã (85).

O Itamaraty alertou para que os brasileiros evitem viajar para a região do Oriente Médio, em específico para os seguintes países:

  • Irã
  • Israel
  • Catar
  • Kuwait
  • Emirados Árabes Unidos
  • Bahrein
  • Jordânia
  • Iraque
  • Líbano
  • Palestina
  • Síria
  • Arábia Saudita

Para aqueles que já se encontram nesses países, o Ministério das Relações Exteriores recomendou ainda algumas ações para se proteger. Durante ataques ou bombardeios, a orientação é seguir imediatamente ao abrigo mais próximo. Caso esteja na rua, o ideal é procurar estações de metrô, viadutos ou estacionamentos subterrâneos.

Nas casas, a prioridade deve ser se proteger em cômodos com, pelo menos, duas paredes entre a pessoa e a parede externa do edifício, como salas no térreo, escadas do porão, corredores internos e áreas sem janelas. O governo ainda recomenda manter as portas dos corredores fechadas e, caso haja janelas, deixá-las fechadas

Outras recomendações gerais de segurança são:

  • Acompanhar os sites e mídias sociais das embaixadas brasileiras na região e seguir suas orientações;
  • Seguir rigorosamente as recomendações de segurança das autoridades locais;
  • Evitar multidões e protestos;
  • Monitorar a mídia local;
  • Não deixar os locais de residência sem se certificar de que as condições de segurança o permitem;
  • Em caso de voo cancelado, procurar a companhia aérea para remarcação dos bilhetes;
  • Verificar se os documentos de viagem estão em dia e com ao menos seis (6) meses de validade.

Entenda o conflito entre EUA e Irã

ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, no último sábado (28), deve provocar reflexos tanto geopolíticos, a partir da intensificação das tensões no Oriente Médio, quanto econômicos, com impactos nos preços do petróleo e nos mercados globais. Os resultados do conflito podem ser observados nos principais mercados do mundo.

O principal impacto para a economia deve ser no aumento dos preços do petróleo tipo Brent, que é referência internacional e influencia o valor dos combustíveis em vários países, inclusive no Brasil.

A tendência é que o preço do petróleo se eleve cada vez mais, com negociações que dependem dos acontecimentos do conflito. As informações são do InfoMoney.

Veja mais desdobramentos da guerra do Oriente Médio também nas redes sociais do O Brasilianista