A elite política dos Estados Unidos está dividida em relação a fazer com que o presidente Donald Trump interrompa os ataques militares ao Irã. Enquanto isso, boa parte da população expressa que o conflito não é necessário. As informações são da Agência Brasil.
Apesar de os republicanos, do partido de Trump, em boa parte, apoiarem a guerra, na justificativa de impedir que o Irã avance no seu arsenal nuclear, a base está estremecida. Alguns membros base do movimento Make America Great Again (MAGA) divergem dos colegas partidários.
Por sua vez, a maioria dos democratas repudia a guerra, questionando sua legalidade visto que não foi aprovada pelo Congresso, como prevê a legislação americana.
Já a mídia norte-americana também se divide: alguns veículos apoiam abertamente as decisões de Trump, enquanto, outras repudiam as medidas.
Para o professor de História e Política da Universidade de Denver, respondendo à Agência Brasil, a oposição à guerra contra o Irã, dentro dos EUA, ainda não é significativa.
Pautas do Congresso querem para com a guerra
Ainda de acordo com a Agência Brasil, o Congresso em Washington programa analisar duas propostas de limitar os poderes de guerra de Trump, visando barrar a guerra. Uma das resoluções está prevista para entrar pelo crivo dos parlamentares nesta semana.
Para os democratas, o governo Trump não explicou os objetivos da guerra, ou indicou o risco imediato que o Irã estaria aplicando sobre o território estadunidense.
A análise do especialista é de que a elite política está muito dividida. Enquanto os democratas não se unirem nas reclamações, os republicanos seguirão apoiando os ataque e fortalecendo as vontades dos EUA.
Conforme indicado pelo O Brasilianista, a guerra entre Estados Unidos e Irã pode durar quatro a cinco semanas ou mais, segundo declarações recentes do presidente americano Donald Trump, mas os Estados Unidos estaria pronto para manter o conflito enquanto considerar necessário.
Guerra atrapalha corte de juros
Dois dias antes do início do conflito com o Irã, o membro do Conselho de Governadores do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Stephen Miran, comentou otimista sobre o forte crescimento das taxas de emprego no país, mas que a autoridade monetária ainda precisaria cortar a taxa básica de juros pelo menos quatro vezes neste ano.
Para ele, é necessário o corte de um ponto percentual nos juros — 0,25 p.p por reunião — para evitar riscos no mercado de trabalho, visto que o controle da inflação não é um problema.
Contudo, em meio ao cenário de aumento inflacionário e crise energética do petróleo, os contratos futuros indicam uma probabilidade de 30,7% de um corte, menor do que os 49,6% da semana passada observados na ferramenta CME FedWatch. As informações são da CNN.
Outros especialistas do mercado ponderam que o banco central dos EUA deve manter a taxa de juros em março, após três cortes em 2025.
Entenda o conflito entre EUA e Irã
O ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, no último sábado (28), deve provocar reflexos tanto geopolíticos, a partir da intensificação das tensões no Oriente Médio, quanto econômicos, com impactos nos preços do petróleo e nos mercados globais. Os resultados do conflito podem ser observados nos principais mercados do mundo.
O principal impacto para a economia deve ser no aumento dos preços do petróleo tipo Brent, que é referência internacional e influencia o valor dos combustíveis em vários países, inclusive no Brasil.
A tendência é que o preço do petróleo se eleve cada vez mais, com negociações que dependem dos acontecimentos do conflito. As informações são do InfoMoney.

