O confronto dos Estados Unidos e Israel com o Irã envolve uma complexa rede de alianças internacionais e posicionamentos geopolíticos que ultrapassam o campo dos ataques armados. Diante desse cenário, o apoio de diferentes nações passam a ser observados com atenção, já que podem refletir interesses estratégicos.
Ao contrário de alianças militares tradicionais, o Irã é frequentemente avaliado como um país que opera por meio de acordos menos formais, estruturados a partir de grupos e governos alinhados ao que Teerã define como “eixo de resistência”. O movimento tem o intuito de unir forças para impedir as ações dos Estados Unidos e de Israel nos países vizinhos.
Principal parceiro do Irã
Conforme informações da Agência Brasil, o Irã tem como principal parceiro grupo político-militar Hezbollah, do Líbano. Na atual frente, o grupo xiita foi o responsável por lançar ataques com mísseis e drones contra Israel, em meio ao aumento das tensões na região.
“O inimigo israelense não pode continuar sua agressão de 15 meses sem uma resposta de advertência para que cesse essa agressão e se retire dos territórios libaneses ocupados”, disse em comunicado do grupo xiita, aliado do Irã na região.
Segundo o Hezbollah, o ataque foi uma retaliação “pelo sangue puro do líder supremo dos mulçumanos”, ao qual foi assinado no último sábado (28). Classificados como terroristas pelos Estados Unidos e por outros países ocidentais, o grupo mantém postura neutra e grande capacidade militar, segundo informações do Uol.
O país do Oriente Médio tem o apoio também do movimento Houthis, considerado um grupo extremista do Iêmen, em Sanaa. O Irã também mantém fortes relações com o grupo palestino Hamas, que constantemente se juntam por interesses estratégicos, principalmente na oposição a Israel. Além disso, o país tem apoio de organizações no Iraque e na Síria, conforme a BBC News.
Apoio aos Estados Unidos
Na outra ponta, os Estados Unidos conquistam apoio de países que um dia estiveram ao lado do Irã. A partir da queda de Bashar al-Assad, antes parceiro estratégico do país do Oriente Médio, o novo líder da Síria, Ahmed al Sharaa, ao qual tem relação com a órbita sunita salafista, deixou o “eixo da resistência” e se revelou alinhado aos EUA. O momento foi marcado por um encontro considerado de grande importância na Casa Branca.
Na prática, o movimento causou prejuízos militares ao Irã, já que o território da Síria era utilizado como um corredor estratégico que permitia ao país enviar, com relativa liberdade, armas, combatentes e recursos ao Hezbollah. Com a redução desse apoio logístico e a maior pressão internacional sobre a região, a capacidade operacional do grupo passou a enfrentar certas limitações nesse processo.
Assim como o Irã, os Estados Unidos possuem alianças estrategicamente importantes ao redor do mundo. O seu principal e declarado aliado é Israel, que recebe armamento norte-americano e compartilha inteligência e tecnologia militar, de acordo com o G1. O país tem como apoio também a Arábia Saudita, que mantém laços fortes com Donald Trump.
Aparecem como aliados dos Estados Unidos também os Emirados Árabes Unidos, com acordos de cooperação militar e econômica. Além disso, o país norte-americano conta com forças do Bahrein, Kuwait, Egito e da Jordânia, aliada também das potências ocidentais.

