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Economia

Desemprenho industrial em 2025 reacende debate sobre desindustrialização, diz CNI

Os dados apontam que no último ano houve desigualdade no crescimento em razão da política monetária contracionista

Desemprenho industrial em 2025 reacende debate sobre desindustrialização, diz CNI

No último ano, a contribuição da indústria de transformação no Produto Interno Bruto (PIB) apresentou queda de 0,2%. O recuo no desempenho do setor tem sido observado com preocupação, conforme aponta a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que alerta para possíveis impactos na atividade econômica e na geração de empregos.

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Os últimos dados apontam que, em 2024, a indústria de transformação cresceu 3,9%, movimento que não teve continuidade em 2025. O superintendente de Economia da CNI, Marcio Guerra, aponta que o cenário de queda foi resultado da alta na Selic, o que desestimulou investimentos no setor.

“A Selic desestimulou o investimento, encareceu o crédito aos consumidores e restringiu a demanda por bens industriais. Essa situação é agravada pela expansão das importações, que cresceram de forma generalizada e em ritmo muito superior ao da demanda”, explica Marcio Guerra.

Desequilíbrio

Em comparação com 2024, os dados revelam que no último ano houve desigualdade no crescimento em razão da política monetária contracionista, que acabou influenciando em toda a cadeia produtiva. Segundo Agência de Notícias da Indústria, o segmento da construção apresentou alta de 0,5%, enquanto o PIB industrial subiu 1,4%. O resultado foi menos da metade do registrado em 2024.

“O cenário preocupa, mas não é novo: desindustrialização e baixo investimento. As medidas para reverter esse quadro precisam ser tomadas de forma imediata; do contrário, o desempenho do PIB em 2026 será ainda mais modesto”, afirma Marcio Guerra.

Fim da escala 6×1 pode agravar cenário

Está em análise no Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1, tema que tem gerado debates e preocupação em relação aos possíveis resultados e impactos econômicos para o setor. Conforme apontamentos da CNI, a redução da jornada de trabalho traria a imposição de novos custos, que neste momento, podem piorar a saúde financeira das empresas.

A indústria aparece em um cenário complexo, em que utiliza proporcionalmente, mais mão de obra qualificada que a média do setor privado. Além disso, o setor pode ser mais exposto às elevações de custos do que outros setores já que está em uma posição central nas cadeias produtivas, bem como trabalha em um cenário de exposição à concorrência internacional, o que pode gerar ainda mais impactos com a elevação nos custos.

De acordo com a análise da indústria, as incertezas em torno dos resultados do fim da escala 6×1 impõem receios para aos investidores, que passam a avaliar com mais cautela possíveis impactos. Diante desse cenário, representantes do setor defendem que o tema seja tratado de forma pragmática.

Desindustrialização

O processo de desindustrialização é outra preocupação do setor. Conforme noticiado pelo O Brasilianista, a indústria tem demonstrado perda de sua importância do cenário econômico no país, movimento observado a partir da chegada de novas tecnologias, que podem alterar a dinâmica produtiva, bem como aumentar a automação e reduzir a necessidade de mão de obra.

Este processo tem sido observado há tempos por representantes do setor, que temem que daqui a alguns anos o setor perca completamente a sua importância. O cenário tem ficado ainda mais preocupante diante da abertura de mercado e da redução de tarifas de importação, como observado a partir do aumento das vendas de produtos da China no Brasil.

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