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Economia

Lucro líquido da Petrobras aumenta quase 200% em 2025; entenda o que ajudou a empresa

Os resultados da estatal foram positivos, mesmo com a queda do petróleo no ano passado

Lucro líquido da Petrobras aumenta quase 200% em 2025; entenda o que ajudou a empresa

A Petrobras divulgou seu balanço financeiro na última quinta-feira (05), em que indicou lucro líquido de R$ 110,6 bilhões em 2025. No quarto trimestre do ano passado, o lucro registrado foi de R$ 15,6 bilhões.

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De acordo com a Agência Brasil, a estatal informou que teve o resultado impulsionado pelo aumento da produção de petróleo e gás, e pela geração de caixa da empresa. Para fins de comparação, os dados de 2025 representam aumento de quase 200% (198,9%) em relação a 2024.

Já em comparação com o terceiro trimestre de 2025, o lucro da Petrobras subiu 52,3%.

Petróleo em queda e produção em alta

Apesar de um ano com resultados sólidos, a Petrobras contou com a forte queda do preço internacional do petróleo. Ainda de acordo com a Agência Brasil, em 2025, o barril do Brent caiu cerca de 14% em relação ao ano anterior.

Nesse cenário, a empresa indicou que conseguiu aumentar sua produção total de óleo e gás, que cresceu cerca de 11% no ano, além do avanço de novos projetos no Pré-Sal — maior reserva de petróleo do Brasil —, como a operação do FPSO Almirante Tamandaré e unidades em campos como Búzios e Mero.

Ao mesmo tempo, a companhia registrou recorde nas exportações de petróleo no 4º trimestre, alcançando 999 mil barris por dia.

“Os resultados de 2025 comprovam a consistência da nossa estratégia, baseada em disciplina de capital, aumento de produção e eficiência operacional. Mesmo em um cenário de forte queda do Brent, geramos R$ 200 bilhões de caixa operacional no ano. Continuamos a apresentar um fluxo de caixa robusto, apoiado por projetos de qualidade que ampliam a produção, com alto retorno e rápida geração de caixa”, disse Fernando Melgarejo, diretor financeiro da Petrobras.

Ainda, o EBITDA ajustado — ou seja, lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização — foi de R$ 244,3 bilhões em 2025, se mantendo estável em relação a 2024, mesmo com a baixa do petróleo.

Acionistas e impostos

O lucro líquido que poderia ser atribuído aos acionistas da estatal foi de R$ 15,563 bilhões no quarto trimestre, uma queda em relação ao trimestre anterior, quando a Petrobras registrou lucro atribuível de R$ 32,7 bilhões.

Segundo a companhia, esse resultado decorre de fatores como oscilação do câmbio e produtividade operacional.

Ainda assim, a Petrobras distribuiu R$ 45,2 bilhões em proventos aos acionistas ao longo de 2025. Em impostos, foram R$ 277,6 bilhões separados entre União, estados e municípios.

Demanda da Petrobras pode ser prejudicada com a guerra no Oriente Médio?

Petrobras, empresa estatal brasileira de produção de petróleo, afirmou na última segunda-feira (2) que não há risco de interrupção das importações e exportações da commodity no momento.

No último sábado (28), o início da guerra entre Estados Unidos e Irã paralisou o mundo em relação à exportação de petróleo, visto o bloqueio do Estreito de Ormuz. Vale destacar que, apesar do Brasil contar com extração nacional de petróleo, boa parte do combustível em formato de gasolina e outros combustíveis ainda é, em sua maior parte, importado.

Porém, em nota enviada ao CNN Money, a empresa disse que possui rotas alternativas fora da região de conflito. Dessa forma, a estatal afirma que conta com uma estratégia que “dá segurança e custos competitivos para as operações da companhia, preservando as margens”. Na prática, pode trazer alívio ao bolso dos consumidores, visto que a demanda não está completamente comprometida.

“Os fluxos de importação da Petrobras são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas”, relata a companhia.

Os preços da commodity chegaram a subir 10% na manhã desta segunda em meio aos ataques na região e interrupção do Estreito de Ormuz.

Fechamento do Estreito é prejudicial para a economia do mundo todo

O Estreito de Ormuz é dominado pelo governo iraniano e uma maneira de fechar a região seria através da instalação de minas marítimas, uso de embarcações rápidas armadas, submarinos e mísseis costeiros, de acordo com a Politize!.

Isso impacta todo o comércio marítimo, além da economia mundial. Funciona assim: com a principal via de petróleo e gás natural fechada, a demanda por esses combustíveis seguiria aumentando, o que consequentemente aumenta o preço das commodities.

Além do risco do produto não chegar ao destino final, os valores pagos por petróleo seriam mais altos do que normalmente, visto que a produção de distribuição estariam comprometidas.

Em meio ao bloqueio do Estreito e ataques a territórios iranianos, foi criado um vácuo de poder e elevou o risco de um conflito prolongado no Oriente Médio, afetando não apenas bolsas internacionais, mas também a percepção sobre o real e investimentos no Brasil.

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