As exportações da China de equipamentos usados em redes de energia cresceram fortemente em 2025. No período, o país vendeu cerca de US$ 37,4 bilhões em equipamentos elétricos para o exterior; um aumento de 26% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pela Arko Advice.
O crescimento está atrelado ao aumento de investimentos em infraestruturas elétricas. Muitos países estão ampliando ou modernizando suas redes de energia para atender à expansão das energias renováveis, além do crescimento de data centers, que consomem grande quantidade de eletricidade.
Entre os produtos mais exportados, por exemplo, estão transformadores e cabos de transmissão, equipamentos essenciais para transportar energia das usinas até cidades e indústrias. Com isso, a China reforça sua posição como um dos principais fornecedores globais de equipamentos para redes elétricas.
Expansão da infraestrutura energética global
O aumento das exportações ocorre em um momento de forte investimento mundial na ampliação e modernização de redes elétricas. A expansão de parques solares e eólicos, a eletrificação de setores industriais e o crescimento de data centers têm elevado a necessidade de equipamentos transmissores.
Nesse cenário, os fabricantes chineses vêm se beneficiando de escala de produção, custos competitivos e forte capacidade industrial, fatores que ajudam a atender rapidamente à demanda de grandes projetos de infraestrutura. Além disso, muitos países estão ampliando investimentos em redes elétricas para garantir estabilidade energética diante da transição para fontes renováveis e criação de datacenters.
Estruturas que exigem sistemas mais robustos de transmissão.
Mercados emergentes ganham peso nas exportações
Com o aumento de barreiras comerciais em algumas economias desenvolvidas, empresas chinesas têm buscado novos mercados para manter o ritmo de crescimento das exportações.
Países emergentes passaram a ter maior participação nas compras, incluindo a Arábia Saudita, o Vietnã e a Indonésia, que ampliaram investimentos em infraestrutura energética e projetos industriais.
Esses mercados ajudam a compensar a redução relativa das vendas para os Estados Unidos, onde as tarifas comerciais e restrições regulatórias têm limitado a entrada de alguns equipamentos chineses.
Estratégia inclui produção no exterior
Diante do aumento das políticas industriais mais restritivas em economias desenvolvidas, empresas da China têm adotado novas estratégias para manter sua competitividade no mercado internacional.
Uma das principais iniciativas tem sido expandir a presença produtiva fora do país, com a instalação de fábricas, centros de montagem ou parcerias industriais em outras regiões.
Essa estratégia permite reduzir o impacto de tarifas e barreiras comerciais impostas por alguns mercados, além de facilitar a participação em grandes projetos locais de infraestrutura energética.
A produção no exterior também ajuda as empresas a encurtar cadeias logísticas e atender mais rapidamente à demanda regional, especialmente em países que estão ampliando investimentos.
Com essa estratégia, fabricantes chineses ampliam sua presença global em um setor considerado estratégico para a transição energética e para o crescimento da economia digital, que depende cada vez mais de redes elétricas modernas, capazes de suportar a expansão de energias renováveis, eletrificação industrial e o aumento do consumo de eletricidade por data centers.

