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Economia

Mulheres ocupam 20% das vagas em tecnologia no Brasil, aponta estudo

Estudo aponta baixa participação feminina em áreas digitais estratégicas

Mulheres ocupam 20% das vagas em tecnologia no Brasil, aponta estudo

Um levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) aponta que mulheres ocupam apenas 20,7% das vagas em carreiras consideradas nativas digitais, como desenvolvimento de software, inteligência artificial e engenharia tecnológica.

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O estudo também mostra que muitas trabalhadoras estão concentradas em ocupações com maior risco de desaparecer nos próximos anos, pressionadas pela automação e pela transformação digital do mercado.

Entre elas aparecem funções administrativas e operacionais como caixas bancários, atendentes de serviços postais, operadores de digitação e assistentes administrativos. As informações são da Folha de São Paulo.

Participação feminina permanece baixa nas áreas tecnológicas

A pesquisa indica que o avanço da economia digital no país ainda ocorre com forte predominância masculina nas equipes técnicas.

Nas ocupações analisadas, quase 80% dos vínculos formais são ocupados por homens. Mulheres representam pouco mais de um quinto da força de trabalho nesse segmento.

Apenas 13% dos profissionais que atuam como técnicos em programação são mulheres. Entre engenheiros de computação, a participação feminina chega a cerca de 14%.

Segundo a coordenadora da Gerência de Economia da FIEMG, Juliana Gagliardi, iniciativas de qualificação voltadas ao público feminino podem ajudar a reduzir esse desequilíbrio.

Programas de formação em ciência, tecnologia, engenharia e matemática são apontados como caminhos para ampliar o acesso de mulheres a setores com maior potencial de crescimento.

Entre as carreiras que apresentam maior expansão estão especialistas em Big Data, profissionais de inteligência artificial e machine learning, desenvolvedores de software, engenheiros de fintech e especialistas em segurança digital.

No Brasil, 16,8% da força de trabalho feminina formal está concentrada nesses postos, mais que o dobro da proporção entre homens.

Impacto no mercado de trabalho

A baixa participação feminina em áreas tecnológicas levanta preocupações para empresas que dependem de inovação.

Negócios ligados à economia digital enfrentam escassez de profissionais qualificados, o que pode limitar o crescimento de startups e empresas de tecnologia.

Ampliar a presença feminina nessas áreas pode aumentar a oferta de mão de obra especializada e contribuir para uma maior diversidade dentro das equipes.

Para microempreendedoras e profissionais autônomas, o acesso à capacitação digital também abre novas oportunidades de renda em áreas como programação, análise de dados e desenvolvimento de soluções digitais.

Presença feminina também é limitada na liderança política global

Como informado pelo O Brasilianista, a desigualdade de gênero não se limita ao mercado de trabalho tecnológico. No cenário político global, a presença feminina nos cargos de liderança também permanece reduzida.

Levantamento citado pelo portal mostra que apenas 18 mulheres ocupam posições de comando no Executivo entre os 193 países reconhecidos pelas Nações Unidas.

Esse número inclui presidentes e primeiras-ministras responsáveis pela condução de governos nacionais. Além disso, 104 países ainda não tiveram nenhuma mulher como chefe de Estado em toda a sua história.

O levantamento também mostra que as líderes femininas não seguem necessariamente uma única orientação ideológica.

Entre as governantes analisadas, há representantes de diferentes correntes políticas, incluindo governos de direita, centro e esquerda.

Outra análise citada indica que existem 27 países com mulheres em posições de liderança quando se consideram, também, cargos como monarcas ou chefes de governo em sistemas parlamentares.

Pesquisas internacionais apontam que a presença feminina em cargos de decisão pode contribuir para políticas mais voltadas ao bem-estar social, à democracia e à cooperação institucional.

Especialistas também destacam que, quando as mulheres atingem cerca de 30% de representação em parlamentos, aumentam as chances de aprovação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social e econômico.

Lideranças femininas ganham espaço em decisões econômicas globais

Como divulgado pelo O Brasilianista, apesar da baixa presença em algumas áreas, mulheres têm conquistado destaque em posições estratégicas de liderança econômica e política.

A revista Forbes divulgou recentemente a lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo, que reúne líderes com grande influência nas decisões globais.

O ranking considera critérios como capacidade financeira, impacto político, influência institucional e presença na mídia.

Entre as cinco primeiras colocadas aparecem líderes que ocupam cargos importantes em governos e instituições internacionais.

Entre elas estão Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu.

A lista também inclui líderes nacionais como a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni e a presidente do México, Claudia Sheinbaum.

Entre as representantes do setor financeiro, uma brasileira aparece no ranking. A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, ocupa a 18ª posição da lista global.

Segundo a publicação, ela é a única brasileira destacada entre as lideranças mundiais analisadas na edição de 2025.

A executiva ganhou projeção internacional por ser a primeira mulher a assumir a presidência do Banco do Brasil.

A Forbes destacou que as 100 mulheres selecionadas no ranking influenciam mais de 1 bilhão de pessoas e estão ligadas a decisões que movimentam aproximadamente R$ 185 trilhões em valor econômico.

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