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Justiça

08 de março leva manifestantes às ruas no país; atos defendem segurança e direitos das mulheres

Atos realizados em capitais brasileiras reforçam pressão social por mudanças nas políticas públicas

08 de março leva manifestantes às ruas no país; atos defendem segurança e direitos das mulheres

O Dia Internacional da Mulher, celebrado neste 08 de março, foi marcado por manifestações em várias cidades brasileiras que reuniram milhares de pessoas em defesa de direitos e contra a violência de gênero.

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As mobilizações ocorreram em diferentes cidades. Dentre elas, estão as seguintes capitais: Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Os atos reuniram movimentos sociais, lideranças políticas e organizações sindicais.

A mobilização ganhou força após o país registrar mais de 1.500 casos de feminicídio no último ano. As informações são do O Globo.

Além do combate à violência, os protestos trouxeram outras pautas para o debate público, incluindo condições de trabalho, participação feminina na política e direitos reprodutivos.

Discussões sobre jornada de trabalho, igualdade salarial e participação feminina em posições de liderança influenciam decisões empresariais, estratégias de recursos humanos e políticas de diversidade dentro das organizações.

Salvador

Já em Salvador, na Bahia, organizações do movimento feminista convocaram a população para uma mobilização coletiva com foco em democracia, direitos sociais e combate à violência.

São Paulo

Na capital do estado de São Paulo, a Avenida Paulista concentrou atividades ao longo do dia. Diferentes grupos organizaram atos em horários distintos, reunindo representantes de correntes políticas variadas.

Entre os temas debatidos estavam mudanças nas relações de trabalho e políticas públicas voltadas à proteção feminina.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a mobilização ocorreu na Praia de Copacabana, onde grupos de mulheres realizaram um ato simbólico logo no início da manhã.

Durante a manifestação, cruzes foram fincadas na areia como forma de denunciar a violência que atinge mulheres no país. O protesto foi organizado por integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Entre os participantes estavam parlamentares e integrantes do governo federal. A programação incluiu apresentações culturais e manifestações artísticas que fizeram referência à memória da vereadora Marielle Franco.

Após a concentração inicial, os manifestantes caminharam pela orla em direção ao início da avenida Atlântica.

Durante o percurso, frases estampadas em camisetas e cartazes reforçaram o pedido por mais segurança e respeito às mulheres.

Governo destaca expansão da rede de atendimento às mulheres

De acordo com o Ministério das Mulheres, no campo institucional, o governo federal afirma que o enfrentamento à violência de gênero permanece como prioridade nas políticas públicas.

A resposta do governo tem sido ampliar a estrutura de atendimento e proteção às vítimas. Desde 2023, novos equipamentos especializados passaram a funcionar em diferentes regiões do país.

Esses serviços integram estruturas que oferecem atendimento psicológico, jurídico e social, além de facilitar o acesso à polícia e ao sistema de justiça.

A estratégia busca reduzir a burocracia enfrentada por mulheres que procuram ajuda e garantir respostas mais rápidas em situações de risco.

Outro mecanismo apontado pelo governo é a Central de Atendimento à Mulher. O canal funciona 24 horas por dia e orienta vítimas sobre como buscar apoio e registrar denúncias.

Cuidado não remunerado limita participação feminina no mercado de trabalho

Como informado pelo O Brasilianista, as tarefas de cuidado realizadas dentro do ambiente doméstico continuam sendo um dos principais fatores que limitam a presença feminina no mercado de trabalho em diversos países.

Atividades como acompanhar filhos, atender familiares idosos ou prestar assistência a pessoas doentes ainda recaem majoritariamente sobre as mulheres.

Estimativas recentes indicam que aproximadamente 708 milhões de mulheres estão fora da força de trabalho em razão de atividades de cuidado não remuneradas, revelando um obstáculo estrutural relevante para a participação feminina na economia mundial.

Os números foram divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), com base em um levantamento internacional que reúne dados de 125 países.

De acordo com o estudo, cerca de 748 milhões de pessoas em idade ativa estavam fora do mercado de trabalho em 2023 por causa de responsabilidades de cuidado, sendo que a grande maioria desse grupo é formada por mulheres.

Apenas 40 milhões de homens apontaram esse motivo para não exercer atividade remunerada, o que evidencia a forte desigualdade na divisão dessas tarefas.

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