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Economia

O petróleo caro pode beneficiar o Brasil?

A commodity é um dos pilares das exportações brasileiras

O petróleo caro pode beneficiar o Brasil?

A escalada do conflito no Oriente Médio, especialmente com a recente guerra ente Estados Unidos e Israel e Irã, pode trazer diversos efeitos para o Brasil. O principal foco, neste momento, é em relação ao petróleo, que puxou as exportações de fevereiro de 2026.

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Conforme indicado pelo O Brasilianista, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), indicou que os conflitos na região aumentam o preço internacional da commodity, o que pode beneficiar o Brasil, visto que é exportador líquido do produto.

Isso porque o país é exportador líquido de petróleo e o bloqueio do principal canal de transporte da commodity não deve afetar a demanda interna.

Entretanto, o Oriente Médio também é um dos principais parceiros comerciais de alimentos brasileiros, como frango, milho, açúcar, entre outros. A continuação da guerra poderia trazer resultado negativo temporário para esses stores.

De acordo com especialistas ouvidos pelo Bora Investir, o tempo de duração da guerra pode indicar mais os prejuízos. Se o conflito acabar em breve, as perdas serão dissipadas em pouco tempo, mas os riscos aumentam caso as tensões continuarem.

Fechamento do Estreito é prejudicial para a economia global

O Estreito de Ormuz é dominado pelo governo iraniano e uma maneira de fechar a região seria através da instalação de minas marítimas, uso de embarcações rápidas armadas, submarinos e mísseis costeiros, de acordo com a Politize!.

Isso impacta todo o comércio marítimo, além da economia mundial. Funciona assim: com a principal via de petróleo e gás natural fechada, a demanda por esses combustíveis seguiria aumentando, o que consequentemente aumenta o preço das commodities.

Além do risco do produto não chegar ao destino final, os valores pagos por petróleo seriam mais altos do que normalmente, visto que a produção de distribuição estariam comprometidas.

Em meio ao bloqueio do Estreito e ataques a territórios iranianos, foi criado um vácuo de poder e elevou o risco de um conflito prolongado no Oriente Médio, afetando não apenas bolsas internacionais, mas também a percepção sobre o real e investimentos no Brasil.

Petrobras projeta crescimento, mas não descarta risco

Em primeiro momento, a Petrobras alerta que a guerra não causará problemas na demanda da commodity.

Em nota enviada ao CNN Money, a empresa disse que possui rotas alternativas fora da região de conflito. Dessa forma, a estatal afirma que conta com uma estratégia que “dá segurança e custos competitivos para as operações da companhia, preservando as margens”. Na prática, pode trazer alívio ao bolso dos consumidores, visto que a demanda não está completamente comprometida.

Durante uma teleconferência com analistas para comentar os resultados financeiros da companhia, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a empresa ainda não tomou qualquer decisão sobre a necessidade de reajustar os preços da gasolina e do diesel no mercado brasileiro, segundo o UOL.

Segundo a Reuters, a estatal ainda espera conseguir distribuir dividendos extras neste ano caso a alta dos preços do petróleo seguirem impulsionando o fluxo de caixa. No entanto, ainda é cedo para decidir se isso será possível.

Recentemente, a companhia deixou de ser a que mais distribuiu dividendos aos acionistas, deixando o posto para o Itaú Unibanco.

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