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Economia

Jadyel Alencar quer CDE protagonista no debate sobre crescimento econômico. Veja principais pautas

O deputado ressaltou ainda que a comissão deve ter atuação ativa nas discussões que impactam diretamente o setor produtivo

Jadyel Alencar quer CDE protagonista no debate sobre crescimento econômico. Veja principais pautas

Em entrevista ao O Brasilianista, o deputado federal e presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) da Câmara dos Deputados, Jadyel Alencar (Republicanos-PI), detalhou as prioridades da comissão nesta legislatura e comentou temas estratégicos para a economia brasileira, como crédito produtivo, neoindustrialização, economia digital e a regulamentação das plataformas digitais e da inteligência artificial.

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Ao falar sobre as expectativas para os trabalhos da comissão, Jadyel Alencar afirmou que pretende transformar o colegiado em um espaço central de debate e formulação de políticas para o crescimento econômico.

“Assumo com a missão de transformar a comissão em um espaço central de formulação do crescimento do país. O Brasil voltou a crescer, voltou a gerar emprego e voltou a investir. Agora, nosso papel é dar sustentação legislativa a esse novo ciclo, garantindo ambiente de negócios, crédito produtivo, inovação, indústria forte e oportunidades para quem empreende”, disse.

O deputado ressaltou ainda que a Comissão de Desenvolvimento Econômico deve ter atuação ativa nas discussões que impactam diretamente o setor produtivo. “A CDE não será uma comissão protocolar e/ou burocrática. Será a comissão do Brasil que produz, que gera emprego, renda e desenvolvimento regional”, afirmou.

Veja os temas estratégicos

Entre os temas considerados estratégicos para os próximos anos, o parlamentar destacou quatro frentes principais, começando pela economia digital e pela nova política industrial.

“Primeiro: a economia digital, mas temos também a neoindustrialização, com foco em inovação, tecnologia e competitividade. Segundo: crédito produtivo, especialmente para pequenas e médias empresas, que são as maiores geradoras de emprego. Terceiro: infraestrutura econômica, logística e energia, que reduzem custos e aumentam a produtividade. E, por fim, a economia verde, que também deixou de ser tendência, virou realidade e precisa gerar emprego e renda aqui no Brasil”, explicou.

Segundo ele, a meta é garantir que o crescimento econômico se traduza em melhoria concreta na vida da população. “Nosso objetivo é simples: crescimento econômico que chegue na ponta e melhore a vida das pessoas”, declarou.

Regulação das plataformas digitais

Durante a entrevista, o deputado também comentou a pauta da regulação das plataformas digitais, tema que voltou ao centro do debate no Congresso.

“Uma pauta necessária e inadiável. As plataformas digitais hoje influenciam a economia, o consumo, o trabalho e a própria democracia. Não podemos ter um ambiente sem regras claras”, afirmou.

Para ele, a criação de regras para o setor não representa ameaça à inovação. “Regulação não é censura nem atraso econômico. Pelo contrário: regulação traz segurança jurídica, protege usuários, estimula concorrência justa e fortalece a inovação responsável. O desafio é encontrar equilíbrio entre liberdade econômica, proteção de direitos e desenvolvimento tecnológico”, disse.

O parlamentar avaliou ainda que a Câmara está preparada para avançar nesse debate. “Avalio que a Câmara está madura para esse debate. Acabamos de marcar um gol de placa com o ECA Digital”, acrescentou.

Inteligência artificial

Outro tema abordado foi a regulamentação da inteligência artificial, que deve ganhar espaço nas discussões legislativas nos próximos anos.

“Estamos falando de uma tecnologia que impacta todos os setores e a democracia. Devemos construir uma regulação que proteja direitos fundamentais, estimule a inovação, dê segurança jurídica às empresas e garanta que a IA seja usada a favor do desenvolvimento nacional, e não contra”, afirmou.

Segundo Jadyel Alencar, a discussão precisa ocorrer com responsabilidade e sem precipitação. “Esse debate não pode ser ideológico, muito menos apressado”, concluiu.