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Economia

MME aumenta monitoramento de abastecimento nacional do petróleo de olho no Oriente Médio

Equipes técnicas reforçaram a observação e análise diária dos fluxos logísticos nacionais e internacionais da commodity

MME aumenta monitoramento de abastecimento nacional do petróleo de olho no Oriente Médio

O Ministério de Minas e Energia (MME) intensificou as ações de monitoramento das cadeias de suprimento globais de combustíveis, bem como a logística nacional do abastecimento e preços em meio a intensificação do conflito no Oriente Médio.

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Segundo a pasta, também foram ampliadas as interlocuções junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a agentes de preços e de mercado que atuam na produção, na importação e na distribuição de combustíveis no país.

Vale lembrar que o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, no dia 28 de fevereiro, intensifica os impactos nos preços do petróleo e nos mercados globais. Os resultados do conflito podem ser observados nos principais mercados do mundo.

O MME indica que as equipes técnicas reforçaram, desde o final de fevereiro, o trabalho de observação e análise diária dos fluxos logísticos nacionais e internacionais de petróleo, gás natural e combustíveis, avaliando a logística e distribuição nacional.

Brasil não possui exposição direta ao conflito

Apesar do cenário de instabilidade, a exposição direta do Brasil ao conflito é considerada limitada, visto que o país é exportador de petróleo bruto. Ainda que a importação de derivados seja alta, especialmente para o diesel, a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores é relativamente pequena.

O MME criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento para analisar essa questão, que acompanha diariamente as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis em articulação com órgãos reguladores e com os principais agentes do setor nos elos de fornecimento primário e distribuição.

Segundo o governo, o objetivo é identificar rapidamente eventuais riscos ao abastecimento e coordenar as medidas necessárias para preservar a segurança energética e a normalidade do fornecimento de combustíveis no país.

Petrobras diz que demanda de petróleo não será afetada

Petrobras, empresa estatal brasileira de produção de petróleo, afirmou na última segunda-feira (2) que não há risco de interrupção das importações e exportações da commodity no momento.

No último sábado (28), o início da guerra entre Estados Unidos e Irã paralisou o mundo em relação à exportação de petróleo, visto o bloqueio do Estreito de Ormuz. Vale destacar que, apesar do Brasil contar com extração nacional de petróleo, boa parte do combustível em formato de gasolina e outros combustíveis ainda é, em sua maior parte, importado.

Porém, em nota enviada ao CNN Money, a empresa disse que possui rotas alternativas fora da região de conflito. Dessa forma, a estatal afirma que conta com uma estratégia que “dá segurança e custos competitivos para as operações da companhia, preservando as margens”. Na prática, pode trazer alívio ao bolso dos consumidores, visto que a demanda não está completamente comprometida.

“Os fluxos de importação da Petrobras são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas”, relata a companhia.

O que é o Estreito de Ormuz e como seu bloqueio afeta a demanda de petróleo?

O Estreito de Ormuz é dominado pelo governo iraniano e uma maneira de fechar a região seria através da instalação de minas marítimas, uso de embarcações rápidas armadas, submarinos e mísseis costeiros, de acordo com a Politize!.

Isso impacta todo o comércio marítimo, além da economia mundial. Funciona assim: com a principal via de petróleo e gás natural fechada, a demanda por esses combustíveis seguiria aumentando, o que consequentemente aumenta o preço das commodities.

Além do risco do produto não chegar ao destino final, os valores pagos por petróleo seriam mais altos do que normalmente, visto que a produção de distribuição estariam comprometidas.

Em meio ao bloqueio do Estreito e ataques a territórios iranianos, foi criado um vácuo de poder e elevou o risco de um conflito prolongado no Oriente Médio, afetando não apenas bolsas internacionais, mas também a percepção sobre o real e investimentos no Brasil.

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