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Política

Comissão convida Mauro Vieira para explicar posição do Brasil sobre Irã

O intuito é que o Itamaraty explique a avaliação oficial do governo sobre o conflito e medidas que serão tomadas

Comissão convida Mauro Vieira para explicar posição do Brasil sobre Irã

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado Federal aprovou um requerimento que prevê a presença do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para explicar a posição do Brasil em relação ao conflito envolvendo o Irã, Israel e os Estados Unidos. O pedido, feito pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), prevê que a sessão aconteça na próxima semana.

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Conforme informações da Agência Senado, ao justificar a necessidade de ouvir o chanceler brasileiro, Nelsinho Trad afirmou que, durante reunião com embaixadores dos países do Golfo Pérsico, teve conhecimento das preocupações envolvendo a região. O intuito é que o Itamaraty explique a posição oficial sobre o conflito do governo sobre o conflito e as medidas que serão adotadas.

Durante reunião recente com autoridades da Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes, Kuwait e Iêmen, foi repassado que o Irã tem atacado hotéis, portos, aeroportos e refinarias desses países. Apesar das ofensivas, as nações atingidas não têm respondido com retaliações.

Consulados em alerta

Diante do atual conflito no Oriente Médio, que teve início no dia 28 de fevereiro, consulados e postos brasileiros têm se movimentado para manter atualizados os alertas relacionados aos brasileiros que estão na região. Uma das ações tem sido de transporte para os que desejam deixar o local.

“Já recebi dezenas de manifestações de brasileiros que estão ilhados em um desses países sem conseguir retornar ao Brasil, situação desesperadora, com gente debaixo de bunker para poder se proteger dos ataques”, disse Trad.

Logo após o início do conflito, o Ministério das Relações Exteriores se posicionou contra ataques e defendeu que o Brasil acredita no processo de negociação entre as partes, conforme noticiado pelo O Brasilianista. Além disso, o órgão defendeu a contenção com o intuito de evitar novos confrontos.

“O Governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados hoje (28/2) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região. O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”.

Comissão pede posicionamento

Em pedido para que o Brasil se posicione em relação ao conflito, o senador Esperidião Amin (PP-SC) afirmou que o Brasil não deve “tomar partido” na guerra. Contudo, o senador afirmou que a política internacional tem sido guiada pela “lei do mais forte”. “A última coisa que nós devemos fazer é tomar partido, mas pedir que parem de brigar, que voltem para o leito das negociações”.

Além disso, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) criticou a maneira como o país vem se manifestando e afirmou que a posição pública do governo federal sobre a guerra é “tímida”. Segundo ela, a situação preocupa principalmente em relação à importação brasileira de petróleo, já que o Irã controla o fluxo no Estreito de Ormuz.

As preocupações envolvem ainda os impactos humanitários do conflito e os efeitos econômicos da crise, bem como a alta nos preços de frete e fertilizantes para a região.

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