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Economia

Quem é a Raízen, uma das maiores empresas de energia do país que entrou em recuperação extrajudicial

Companhia atua do campo à distribuição de combustíveis

Raízen enfrenta pressão de credores por espaço na gestão em meio a renegociação bilionária

Como divulgado pelo O Brasilianista, a Raízen, empresa do setor de energia criada a partir da parceria entre Cosan e Shell, entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar compromissos financeiros que somam R$ 65 bilhões.

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O movimento busca reorganizar obrigações com bancos e investidores sem recorrer ao processo tradicional de recuperação judicial.

A medida ocorre após meses de pressão sobre a estrutura de capital da companhia e envolve negociações diretas com credores para tentar reequilibrar as contas.

O caso chamou atenção do mercado financeiro por envolver um dos maiores grupos privados do país no setor de energia e biocombustíveis.

Empresa nasceu da parceria entre Cosan e Shell

De acordo com o próprio site da instituição, a Raízen foi criada como uma joint venture entre a brasileira Cosan e a multinacional Shell para atuar no mercado de energia e combustíveis.

Com sede administrativa em Piracicaba, no interior de São Paulo, a companhia consolidou um modelo de negócios que combina produção agrícola, geração de energia renovável e distribuição de combustíveis.

A empresa emprega mais de 45 mil colaboradores e mantém uma ampla rede de parceiros comerciais espalhados pelo país.

Esse modelo integrado permite que a companhia opere desde o cultivo da cana-de-açúcar até a comercialização de combustíveis e produtos energéticos.

Origem da companhia remonta à união de duas grandes operações

Como informado pelo G1, a estrutura atual da Raízen surgiu da integração entre os negócios de energia de duas companhias com presença global no setor.

A união reuniu as operações de produção de açúcar e etanol da Cosan com a rede de distribuição de combustíveis da Shell no mercado brasileiro.

O acordo empresarial foi analisado e posteriormente aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão responsável por avaliar impactos concorrenciais em grandes operações corporativas no país.

Na época da criação da empresa, o novo grupo foi avaliado em cerca de US$ 12 bilhões, com participação societária dividida entre as duas empresas fundadoras.

A operação marcou a consolidação de uma companhia voltada à integração entre agronegócio, energia renovável e distribuição de combustíveis no mercado regional.

Operação combina agronegócio, energia e varejo

A estrutura produtiva da empresa inclui 35 usinas dedicadas à produção de açúcar, etanol e bioenergia. No campo, a operação agrícola ocupa cerca de 1,3 milhão de hectares destinados ao cultivo de cana-de-açúcar.

Além da produção agrícola, a companhia mantém presença relevante na distribuição de combustíveis. A rede vinculada à marca Shell reúne mais de 8 mil postos, formando uma das maiores malhas de abastecimento do país.

Rede logística conecta produção e consumo

A atuação da companhia também envolve uma estrutura logística ampla para distribuição de combustíveis e produtos energéticos.

A empresa mantém mais de 70 bases de distribuição, que funcionam como pontos de armazenamento e envio de combustíveis para diferentes regiões.

Outra frente de atuação está no abastecimento de aeronaves. A companhia opera 68 bases aeroportuárias, conectando o setor de energia ao transporte aéreo.

No varejo, a empresa também participa da expansão da rede de mercados de proximidade OXXO, que soma 615 unidades em funcionamento no Brasil.

Produção de energia e biocombustíveis sustenta receitas

A operação industrial da empresa envolve volumes expressivos de produção agrícola e energética. Na safra mais recente, a companhia produziu cerca de 5,1 milhões de toneladas de açúcar em suas unidades industriais.

Ao mesmo tempo, comercializou aproximadamente 34,2 milhões de metros cúbicos de combustíveis, atendendo diferentes segmentos do mercado.

O desempenho operacional contribuiu para uma receita líquida anual de R$ 255,3 bilhões, posicionando a empresa entre os maiores grupos privados do país.

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