Publicidade
Geopolítica

Empresas do sul da China voltam a investir com cautela nos EUA

Companhias têm obtido bons resultados, com relatos de que houve lucro de cerca de 82% em suas operações

Empresas do sul da China voltam a investir com cautela nos EUA

Em meio aos sinais de aumento das tensões comerciais com os Estados Unidos em 2026, empresas do Sul da China voltam a investir no país norte-americano. Segundo levantamento realizado pela Câmara de Comércio Americana no Sul da China, 39% dos entrevistados do setor preveem melhora nos investimentos entre os dois países, alta de 14 pontos percentuais em relação ao que foi registrado em 2024.

Publicidade

As expectativas são de que os impactos operacionais sejam colocados em prática de forma mais curta do que atores do mercado temiam. As empresas que possuem investimentos no país têm obtido bons resultados, com relato de que houve lucro de cerca de 82% em suas operações. Conforme análise da Arko Advice, o movimento de maior confiança empresarial demonstra que a resiliência do mercado chinês segue firme mesmo em meio a tensões geopolíticas.

Melhora nas relações bilaterais

Em coletiva de imprensa, que ocorreu após a reunião anual do Congresso chinês, neste último domingo (08), o chanceler da China, Wang Yi, sinalizou que as relações entre as duas principais potências do mundo podem apresentar avanços neste ano. Segundo ele, 2026 promete ser um grande ano, com deliberações já em curso sobre intercâmbios de alto nível com os Estados Unidos, conforme informações da Folha de São Paulo.

“As relações entre a China e EUA mobilizam todas as partes e afetam o mundo inteiro. Se os dois países deixarem de se relacionar, isso só levará a mal-entedidos e erros de cálculo; caminhar para conflito e confronto prejudicará ainda mais o mundo”, completou.

De acordo com Wang Yi é necessário que os dois países mantenham contato positivo mesmo diante das diferenças. “O que agora é necessário é que ambos os lados façam preparativos minuciosos, criem um ambiente adequado, administrem, as divergências existentes e eliminem interferências desnecessárias. A atitude da China sempre foi positiva e aberta; o ponto chave é que os EUA também avancem na mesma direção”, afirmou.

Como a China vê o conflito no Oriente Médio?

Conforme noticiado pelo O Brasilianista, ao contrário do que o chanceler chinês sinaliza, o cenário atual demonstra possibilidade de piora nas tensões bilaterais entre os Estados Unidos e a China diante da guerra no Oriente Médio. Mesmo que ambos evitem um confronto direto, as tensões geopolíticas, a rivalidade econômica, bem como os interesses estratégicos podem pressionar a relação, o que torna incerta a estabilidade das negociações.

O conflito envolvendo os Estados Unidos e Israel contra o Irã tem sido acompanhado por Pequim, que monitora atentamente as decisões de Washington. O objetivo da China é antecipar medidas que possam impactar a estabilidade econômica global e proteger os seus interesses estratégicos.

Apesar disso, Wang Yi aguarda reunião entre os dois líderes ainda neste mês, em uma tentativa de manter abertas as deliberações diplomáticas entre as duas potências. “O diálogo é ‘vital’ para evitar mal‑entendidos e confrontos que possam prejudicar o mundo, destacando que a falta de engajamento entre Pequim e Washington pode levar a “erros de cálculo”, disse.

Siga as redes sociais do O Brasilianista