A restituição do Imposto de Renda é uma expectativa para milhões de brasileiros todos os anos. Mas, de acordo com o InfoMoney, para receber o valor mais rapidamente é preciso conhecer os critérios de prioridade da Receita Federal e adotar boas práticas na hora de declarar.
Em 2026, esses critérios seguem uma ordem específica e incluem algumas novidades importantes que podem acelerar o recebimento para quem não se enquadra nos grupos tradicionais.
Quem tem prioridade na restituição?
A Receita Federal define que a restituição será paga primeiro para determinados grupos:
- Pessoas com 80 anos ou mais;
- Pessoas com 60 anos ou mais, pessoas com deficiência ou com doença grave;
- Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (professores);
- Contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e optaram pelo recebimento via Pix;
- Todos os demais contribuintes.
A maior mudança, portanto, é que a utilização da declaração pré-preenchida e a escolha pelo Pix como forma de recebimento também passam a ser critérios de prioridade.
Isso significa que, mesmo que você não se enquadre nos grupos tradicionais, ainda pode receber a restituição mais cedo se enviar a declaração de forma correta e rápida.
Dicas para declarar sem erros
Evitar inconsistências é essencial para não cair na malha fina e garantir que a restituição seja paga o quanto antes. Para isso, recomenda-se utilizar a declaração pré-preenchida, que já traz informações de anos anteriores, rendimentos de empregadores e bancos, diminuindo as chances de erro.
Além disso, é fundamental conferir todos os dados informados, incluindo rendimentos, deduções, dependentes e despesas, pois pequenos equívocos podem atrasar o recebimento da restituição.
Também é importante informar corretamente a chave Pix, que deve corresponder ao CPF do titular da declaração, já que qualquer dado incorreto pode impedir o pagamento rápido.
Por fim, enviar a declaração nos primeiros dias do prazo aumenta a probabilidade de receber nos primeiros lotes, uma vez que, em caso de empate nos critérios de prioridade, quem envia antes recebe primeiro. Também vale ressaltar que algumas despesas podem ser deduzidas para reduzir o imposto devido, como gastos com saúde, educação, previdência privada e dependentes.
Porém, é fundamental manter toda a documentação comprobatória.
O impacto do envio correto e antecipado
Quanto mais fiel a declaração for à versão pré-preenchida e mais cedo for enviada, menores as chances de inconsistências e atrasos. A Receita Federal detalhará todos os critérios e possíveis novidades durante a coletiva sobre a Declaração de 2026, marcada para o dia 16 de março.
Para quem busca eficiência e segurança no processo, essas medidas não apenas ajudam a receber a restituição mais rapidamente, como também evitam dores de cabeça com ajustes posteriores.
Isenção e novas regras aumentam atenção sobre MEIs
Pesquisas recentes indicam que quase metade dos contribuintes não percebeu mudanças significativas na renda após a ampliação da faixa de isenção, enquanto outros sentem um efeito simbólico do benefício.
Apesar de reduzir a carga tributária para alguns, a medida ocorre em um momento em que o sistema tributário brasileiro passa por ajustes que exigem maior atenção, especialmente de microempreendedores individuais (MEIs). Novas regras e um cruzamento mais amplo de dados pela Receita Federal tendem a ampliar o número de MEIs obrigados a declarar o Imposto de Renda.
Para os MEIs, a atenção à regularidade fiscal se torna ainda mais crucial.
É fundamental manter clara a separação entre rendimentos pessoais e receitas do negócio, organizar recibos, notas fiscais, comprovantes de despesas e verificar se o faturamento ultrapassa limites que obrigam a declaração. A confusão entre rendimentos pessoais e empresariais é um dos motivos mais comuns de inconsistências que podem levar à malha fina, atrasando a restituição.

