Os conflitos envolvendo os Estados Unidos e o Irã levantaram alertas em relação ao aumento do preço do petróleo em todo o mundo. Para acompanhar os movimentos acerca do produto, o Ministério de Minas e Energia (MME) criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento, que vai acompanhar, diariamente, as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, nos últimos dias, o diálogo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também tem se intensificado. O trabalho prevê também articulação com órgãos reguladores e com os principais agentes do setor nos elos de fornecimento primário e distribuição.
O intuito da Sala de Monitoramento do Abastecimento, é identificar de forma mais rápida riscos ao abastecimento, bem como coordenar as medidas necessárias para preservar a segurança energética e a normalidade do fornecimento de combustíveis no país. “O monitoramento constante do contexto internacional tem grande relevância, exatamente por afetar os fluxos logísticos e por gerar volatilidade nos preços globais de petróleo e derivados”, afirma o órgão.
Acompanhamento dos fluxos logísticos
Além do cenário político, uma das principais preocupações em torno da guerra no Oriente Médio é o impacto no petróleo. Conforme noticiado pelo O Brasilianista, o região concentra alguns dos maiores produtores do mundo, além de conter uma das principais rotas estratégicas de transporte de petróleo mais importantes do mundo.
Diante da situação, o governo federal explica que, desde o início da crise, ações de acompanhamento da evolução do cenário nacional e internacional e apuração dos reflexos sobre a logística setorial e sobre o abastecimento de combustíveis no território brasileiro bem sendo colocadas em prática.
Cenário para o Brasil
Apesar das preocupações no cenário internacional, a situação para o Brasil pode ser considerada relativamente confortável. O Ministério de Minas e Energia avalia que os impactos diretos da guerra no Oriente Médio tendem a ser limitados para o país, uma vez que o Brasil não está diretamente envolvido no conflito.
“O país é exportador de petróleo bruto e importa parte dos derivados consumidos internamente, sobretudo diesel, mas a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores das importações brasileiras de derivados de petróleo é relativamente pequena”, explica.
Possível aumento dos preços dos combustíveis
De acordo com a Agência Brasil, recentemente, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), solicitou a análise de recentes aumentos nos preços dos combustíveis registrados em quatro estados e no Distrito Federal para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A solicitação surgiu após representantes de sindicatos, como Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN, Minaspetro-MG e Sulpetro-RS, informarem que distribuidoras elevaram os preços de venda de combustíveis para os postos. Os agentes responsáveis pelo reajuste afirmaram que a medida foi realizada em resposta à elevação do preço internacional do petróleo. Apesar disso, a Petrobras não anunciou, até o momento, nenhuma alteração nos preços praticados em suas refinarias.

