A próxima quarta-feira (18) marca o que é chamado no mercado financeiro de Super Quarta, quando as reuniões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e o Banco Central (BC) acontecem no mesmo dia.
Em meio à guerra iniciada no Oriente Médio, investidores ficam na dúvida em relação ao possível corte de juros básicos que está previsto.
Conforme indicado pelo O Brasilianista, a guerra entre Estados Unidos e Irã pode durar quatro a cinco semanas ou mais, segundo declarações recentes do presidente americano Donald Trump, feitas após o início dos ataques militares contra o território iraniano, no dia 28 de fevereiro.
Vale lembrar que a decisão de juros dos EUA afeta o Brasil e outras economias ao redor do mundo, visto que se baseiam na nação que define o dólar para precificar suas produções.
Dois dias antes do início do conflito com o Irã, o membro do Conselho de Governadores do Fed, Stephen Miran, comentou otimista sobre o forte crescimento das taxas de emprego no país, mas que a autoridade monetária ainda precisaria cortar a taxa básica de juros pelo menos quatro vezes neste ano.
Para ele, é necessário o corte de um ponto percentual nos juros — 0,25 p.p por reunião — para evitar riscos no mercado de trabalho, visto que o controle da inflação não é um problema.
Especialistas do mercado ponderam, como mostrado pelo O Brasilianista, que o banco central dos EUA deve manter a taxa de juros em março, após três cortes em 2025.
Como devem ficar os juros no Brasil?
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) é o responsável por decidir os rumos da taxa básica de juros da economia, a Selic. Atualmente, a taxa está operando a 15% ao ano.
Apesar dos níveis de inflação e juros no Brasil serem os principais fatores analisados para definir a Selic, a decisão de juros do Fed impacta toda a economia global. Dessa forma, um corte das taxas por lá representa o mesmo movimento pelo Copom.
Com o aumento do preço do barril de petróleo e o possível efeito na demanda da commodity no país também devem estar em pauta na reunião.
Vale lembrar que a Selic influencia: o consumo das famílias, o custo do crédito e o nível de investimentos. Juros altos reduzem o consumo e ajudam a conter a inflação. Juros mais baixos estimulam compras e investimentos.
Quando acontecem as reuniões do Copom em 2026?
- 1ª reunião: 27 e 28 de janeiro — já aconteceu, e o comitê optou por manter a Selic em 15% ao ano;
- 2ª reunião: 17 e 18 de março;
- 3ª reunião: 28 e 29 de abril;
- 4ª reunião: 16 e 17 junho;
- 5ª reunião: 4 e 5 de agosto;
- 6ª reunião: 15 e 16 de setembro;
- 7ª reunião: 3 e 4 de novembro;
- 8ª reunião: 8 e 9 de dezembro.
As atas do Copom são publicadas às 8 horas da terça-feira seguinte às reuniões do comitê.

