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Economia

Serviços crescem em janeiro e voltam ao maior nível da série

O movimento foi observado a partir da alta de três atividades analisadas pelo levantamento

Serviços crescem em janeiro e voltam ao maior nível da série

Em janeiro, o volume de serviços no Brasil voltou a crescer depois de dois meses, com variação positiva de 0,3%. Dados da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta sexta-feira (13), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que com o resultado o índice volta ao nível recorde da série histórica alcançado em novembro.

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Em dezembro houve recuo de 0,2% nos resultados. O movimento de crescimento foi observado a partir da alta de três das cinco atividades analisadas pelo levantamento. Entre elas estão outros serviços, com 3,7% no mês, informação e comunicação, com alta de 1,0%, bem como o segmento de transportes, com resultados que chegam a 0,4%.

No período, os serviços prestados às famílias foram os únicos que apresentaram queda, com retração de 1,2%. Já os serviços profissionais, administrativos e complementares permaneceram no mesmo patamar. Em 12 meses, o setor acumula expansão de 3%.

Comparação com janeiro de 2025

O levantamento aponta que, na comparação com janeiro de 2025, o volume de serviços cresceu 3,3%, o que representa o seu 22º resultado positivo consecutivo. No ano, os segmentos que mais se destacaram foram informação e comunicação, com alta de 6,5%, e de serviços profissionais, administrativos e complementares, com expansão de 5,0% nos últimos 12 meses.

De acordo com o gerente da Pesquisa Mensal de Serviços, Rodrigo Lobo, os resultados expõem que o setor de serviços tem apresentado um maior dinamismo, com atenção voltada para o desempenho de empresas. “Neste tipo de comparação, o setor de serviços segue mostrando grande dinamismo, tendo como protagonismo os serviços voltados às empresas, principalmente informação e comunicação e serviços profissionais e administrativos”, explicou.

Retração das atividades turísticas

Na contramão das expectativas para o mês, o índice de atividades turísticas recuou 1,1% frente a dezembro de 2025, este é o segundo resultado negativo consecutivo. O índice está 1,9% abaixo do auge da série histórica, registrado em dezembro de 2024, e o desempenho indica perca de ritmo do setor logo no início do ano.

Dos 17 estados avaliados, oito apresentaram resultados negativos, aponta a pesquisa. O impacto negativo mais relevante foi registrado no Paraná, com queda de 9,4%, seguido por Pernambuco, que teve retração de 8,1% e pelo Rio de Janeiro, com queda de 1,6%. Já São Paulo foi a influência positiva mais intensa, com 0,6% de crescimento no mês, seguido por Amazonas, com 4,7%, assim como pelo Pará com alta de 3,2%.

“O recuo nos serviços prestados às famílias, notadamente na parte de restaurantes, foi determinante para o revés apresentado nas atividades de serviços correlatas ao turismo, explicado, em grande medida, por conta de uma base de comparação mais elevada no mês de dezembro”, explica Rodrigo Lobo.

Transporte de passageiros

O volume de serviços de transporte de passageiros no Brasil teve resultado estável em relação a dezembro, na prática, isso significa que o segmento não apresentou variação. Em comparação com o período pré-pandemia, o índice está 6,7% acima do registrado, mas permanece 17,9% abaixo do auge da série histórica registrado em fevereiro de 2024.

Contudo, o volume do transporte de cargas teve variação positiva de 0,1% em janeiro e ficou 4,3% abaixo do ponto mais alto de sua série, apontado em julho de 2023. Os resultados apontam que o segmento está 38,3% acima do nível pré-pandemia.

Segundo o IBGE, em relação ao desempenho dos estados, os serviços cresceram em 12 localidades do país, na série com ajuste sazonal. O estado de São Paulo foi o que exerceu o impacto mais importante na taxa de janeiro, com crescimento de 1,6%, seguido por Mato Grosso, com aumento de 5,6%, Santa Catarina, com 1,3%, Rio Grande do Sul, que alcançou alta de 1,1% e Pará, com resultados que apontam crescimento de 3,1%.

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